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Show de Harry Styles em SP gera denúncia de deputados contra a ação de cambistas

Fãs apontam suposta fraude na venda de ingressos físicos. Ticketmaster afirma não privilegiar a prática de cambismo

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 10:23

Cantor Harry Styles
Cantor Harry Styles Crédito: Henry Nicholls Reuters / Folhapress

 O deputado estadual Guilherme Cortez, do PSOL, de São Paulo, e a deputada federal Erika Hilton afirmaram que acionaram autoridades para investigar a suposta atuação de cambistas na pré-venda do show de Harry Styles em São Paulo, realizada nesta segunda-feira.

O artista britânico fará duas apresentações no Estádio MorumBis, nos dias 17 e 18 de julho deste ano. A venda antecipada era exclusiva para clientes do banco Santander com cartões das categorias Infinite, American Express Premium e Black. A comercialização começou às 11h no site da Ticketmaster e ao meio-dia na bilheteria física do shopping SP Market, na zona sul da capital.

Pouco após a abertura, fãs passaram a relatar nas redes sociais uma suposta movimentação irregular no ponto de venda presencial. Um portal de fãs afirmou que, mesmo estando em primeiro lugar na fila, não conseguiu comprar ingressos porque eles já estariam esgotados. Cerca de uma hora depois, o mesmo perfil publicou um vídeo que mostraria um homem segurando diversos ingressos físicos do show.

As denúncias ganharam tração no X, com hashtags como #TicketmasterUmaFraude, #NãoAoCambista e #FãsMerecemRespeito entre os assuntos mais comentados. Um perfil relatou "pessoas saindo com bolos de ingresso, para gente não tinha ingresso impresso". "A gente pagando R$ 22 em taxa de QR Code e eles saindo com bolos de ingressos."

Diante da repercussão, Erika Hilton divulgou um ofício informando ter acionado o Senacon e o Procon, pedindo a "apuração sobre o esgotamento irregular e indício de atuação de cambistas" na venda. Guilherme Cortez disse que também acionaria o Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

"Desde 2023 estou denunciando a máfia dos ingressos que existe no Brasil. Há uma indústria lucrando à custa da extorsão dos sonhos de fãs, que envolve cambistas e produtoras", afirmou.

Procurada, a Ticketmaster enviou nota negando qualquer apoio ao cambismo. A empresa afirma que não vende ingressos antecipadamente a cambistas nem mantém parcerias com operadores de revenda que os privilegiem. Segundo a companhia, ingressos identificados em plataformas ilegais ou não autorizadas podem ser cancelados e recolocados à venda.

A empresa também declarou que, na bilheteria física, as vendas seguem as regras definidas pelo promotor, com limites por pessoa e CPF, por ordem de chegada, e que, em eventos de alta demanda, setores podem se esgotar rapidamente devido a compras simultâneas.

A Ticketmaster acrescenta que investe continuamente em tecnologia e equipes dedicadas à prevenção de abusos, diante do uso de "bots" cada vez mais sofisticados por cambistas. Segundo o posicionamento, "a Ticketmaster não cobra taxa para a emissão de ingressos, sejam eles adquiridos online ou na bilheteria física, nem para ingressos digitais ou impressos".

"Qualquer taxa de local aplicada a compras na bilheteria é definida e cobrada pelo próprio local do evento, e não pela Ticketmaster." A empresa diz ainda que está à disposição para colaborar com autoridades e fornecer informações.

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