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'Não existe amazônia sem amazônidas', diz Fafá de Belém em show

Para a cantora, o papel fundamental da COP30 é devolver a autoestima dos paraenses
Agência FolhaPress

Publicado em 15 de Novembro de 2025 às 10:54

Fafa de Belém em apresentação durante a abertura da COP30, em Belém
Fafa de Belém em apresentação durante a abertura da COP30, em Belém Crédito: Pablo Porciuncula-10.nov.25/AFP
"É uma alegria imensa estar com vocês quando a cidade fervilha, quando os olhos do mundo estão para cá. E nós temos que tocar o nosso tambor porque não existe amazônia sem amazônidas. Não existe a possibilidade de a amazônia se revigorar sem olharem para nós, sem nos ouvirem", disparou Fafá de Belém na sexta-feira (15), no show "Amazônica", realizado no Theatro da Paz, em Belém.
O espetáculo é uma celebração da amazônia e percorre os 50 anos de carreira da cantora, com canções de grandes compositores brasileiros e paraenses como Tom Jobim, Milton Nascimento, Waldemar Henrique, Paulo André e Ruy Barata e Nilson Chaves.
O show abre com a projeção de uma entrevista com uma jovem Fafá de Belém, que, em seguida, entoa "Nos Bailes da Vida", de Milton Nascimento e Fernando Brant. No palco, a cantora, sentada em uma cadeira, assiste ao vídeo para, logo, cantar junto com sua versão jovem.
Durante todo o show, vídeos emblemáticos da vida e carreira da paraense se sucedem no telão. No palco, Fafá conta sua história, revela impressões e opiniões sobre a vida e, principalmente, sobre Belém, o Pará e a Amazônia.
"Belém é uma terra a ser descoberta. Fala-se muito do hoje. Mas o papel fundamental desta COP é devolver nossa autoestima", afirmou após interpretar "Paupixuna", de Paulo André Barata, uma ode à vida simples e bucólica dos ribeirinhos da Amazônia.
Um convidado mais que especial, o maestro e pianista João Carlos Martins, acompanhou Fafá em algumas músicas, como "Eu sei que vou te amar" (Vinícius de Moraes e Tom Jobim). Ele também interpretou algumas peças com um quarteto de cordas, como "Playing Love", de Ennio Morricone.
"Esse título significa 'tocando amor' em português e é o que estou fazendo pela amazônia", disse o maestro.
Fafá também teve companhia de um percussionista, de três vocalistas de apoio e da filha, Mariana Belém, com quem cantou "Coração do Agreste", de Aldir Blanc e Moacyr Luz, gravada pela cantora em 1989.
Do paraense Nilson Chaves, ela cantou "Amazônia", um retrato poético da região, e "Olho de Boto", cheio de simbologia local. De Waldemar Henrique, compositor de Belém que misturava o erudito e o folclórico, interpretou os clássicos "Tamba-tajá" e "Minha terra".
Não poderiam faltar, para botar o público para dançar, "Este rio é minha rua", espécie de hino não oficial do Pará, de Paulo André e Ruy Barata, e "Vermelho", pedida a gritos pela plateia. A canção, composta por Chico da Silva e um dos maiore sucessos de Fafá, fechou o show em grande estilo.

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