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Marcos Oliveira, o Beiçola, reclama de gritaria e falta de sexo no Retiro dos Artistas

Beiçola de 'A Grande Família' afirma que outros residentes não teriam educação durante refeições

Publicado em 26 de março de 2026 às 12:42

Marcos Oliveira, o Beiçola, reclama de gritaria e falta de sexo no Retiro dos Artistas
Marcos Oliveira, o Beiçola, reclama de gritaria e falta de sexo no Retiro dos Artistas Crédito: TV Globo / Fabrício Mota

Conhecido pelo personagem Beiçola de "A Grande Família" (2001-2014), o ator Marcos Oliveira, 69, se diz incomodado com algumas atitudes dos veteranos no Retiro dos Artistas, onde ele tem uma casa.

Segundo ele, a gritaria durante as refeições e a falta de sexo têm causado nele certa indisposição e problemas de convivência.

"Viver aqui é ótimo, só que tem que se adaptar. Aqui não tem uma conduta geral para conviver. E aí você vai e aguenta. Na hora do almoço, é uma refeição que eles gritam, a relação deles é gritar", afirmou em entrevista à Veja.

Conforme relato, os moradores, na casa dos 70, 80 anos, não têm o hábito de ir até a casa do outro para conversar e preferem fazer isso num ambiente coletivo. "E só falam sobre o passado. E aí, bicho, eu não estou no passado", emendou.

A falta de contato mas íntimo também é um fator de descontentamento, segundo o artista. "Mesmo velho, a sexualidade existe no inconsciente. Há o desejo sexual noturno e isso não se toca no assunto. Velho não é para sentir prazer, não é para ter relação. Não quero fazer um sexo Cirque Du Soleil, que sobe e desce, mas é uma troca de carinho e, aqui, não pode ter isso", disse.

RETIRO SE PRONUNCIA

Pelas redes sociais, o Retiro dos Artista com sede em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, se pronunciou e classificou as declarações de Marcos Oliveira como "infelizes".

"Sobre as recentes declarações do Marcos Oliveira, entendemos que foram infelizes e não refletem a realidade da maioria dos nossos residentes", diz trecho do comunicado.

"É importante reconhecer que nem toda pessoa que precisa de ajuda se sente confortável em estar em uma posição de vulnerabilidade. Aceitar e querer estar nessa condição são coisas diferentes, e isso também exige compreensão", diz outro trecho.

A instituição afirma que abriga mais de 50 pessoas com histórias e personalidades distintas e que é preciso ter diálogo constante para manter um ambiente e paz, harmonia e respeito.

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