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Movimento

Mais de 350 artistas bloqueiam acesso a suas músicas em Israel

'No Music for Genocide' reúne nomes da música eletrônica e independentes
Agência FolhaPress

Publicado em 18 de Setembro de 2025 às 15:31

O grupo Massive Attack no festival Open'er, na Polônia, em julho de 2025
O grupo Massive Attack no festival Open'er, na Polônia, em julho de 2025 Crédito: Reuters/Folhapress
Cerca de 350 artistas bloquearam em serviços de streaming o acesso a suas músicas vindos de Israel. O movimento, chamado "No Music for Genocide" ("Sem Música para Genocídio") mobiliza nomes como a artista venezuelana Arca, o grupo de jazz BadBadNotGood e a banda britânica Massive Attack, que tem apresentação marcada no Brasil em novembro.
Em carta publicada no site "No Music for Genocide", o grupo afirma: "Mais de 400 artistas bloquearam e retiraram suas músicas do território israelense em resposta ao genocídio de Israel em Gaza, à limpeza étnica da Cisjordânia, o apartheid em Israel, a repressão política de esforços pró-Palestina em qualquer lugar em que vivemos e as conexões da indústria da música com armas e crimes contra a humanidade."
O documento também menciona o "sucesso do boicote cultural contra o apartheid na África do Sul" como prova do poder desse tipo de movimento. A carta também diz que "as grandes gravadoras retiraram seus catálogos da Rússia" assim que Putin determinou a invasão da Ucrânia, e que nenhuma medida do gênero foi feita contra Israel depois de "décadas de ocupação ilegal e 23 meses de genocídio acelerado".
Outros nomes de relevância que figuram na lista são os grupos Japanese Breakfast, que tocou no Brasil em 2022, Black Country, New Road, que veio ao país em 2023, e King Krule, que se apresentou em São Paulo em 2023. Rina Sawayama, que tem música em parceria com Pabllo Vittar, também endossa o movimento.
A lista conta com vários nomes da música eletrônica, como a dinamarquesa Erica de Casier, o dominicano Kelman Duran, a francesa Oklou e os norte-americanos Nick Léon e Kelela. O britânico Saul Williams e a chilena Ana Tijoux são dois dos nomes do hip-hop signatários da carta, que não tem artistas brasileiros.
A única presença brasileira no documento, até então, é do selo Tijolo, situado em Nova York e em São Paulo. Cerca de 50 organizações também apoiam o documento, tais como a rádio britânica NTS, o selo mexicano N.A.A.F.I. e o selo colombiano TraTraTrax, entre outros.

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