Um saci que nasceu com a perna esquerda no lugar da direita e um curupira corajoso como melhor amigo. Esses são alguns dos personagens que dão vida a "Folclórica", novo longa-metragem do cineasta capixaba Rodrigo Aragão.
Homenageado estadual da 33ª edição do Festival de Cinema de Vitória, o diretor apresenta a pré-estreia do filme em uma Sessão Especial, fora de competição, no dia 25 de julho, no Teatro Sesc Glória.
Conhecido como um dos maiores nomes do cinema de horror no Brasil, o cineasta agora aposta em uma história para o público infanto-juvenil. "Folclórica" une fantasia ao universo dos filmes de bonecos artesanais, e nasce durante o isolamento da pandemia, quando o diretor criou marionetes para brincar com sua filha pequena.
Minha relação com bonecos e criaturas fantásticas começou ainda na infância, quando assisti ao filme ‘O Cristal Encantado’ e descobri o poder de contar histórias com seres não humanos. Nos anos seguintes, encontrei no teatro de bonecos minha porta de entrada para o audiovisual
Rodrigo Aragão Cineasta
“Ao longo de inúmeras noites, esses personagens ganharam personalidade, voz e emoção. Mais do que criações, tornaram-se companhia, afeto e descoberta", conta Rodrigo sobre os personagens que surgiram como companhia para sua filha e que agora são protagonistas de seu filme.
Na floresta encantada de "Folclórica", convivem seres mágicos do imaginário brasileiro, como curupiras, caboclos d'água e os sacis, as famosas criaturas travessas e de humor duvidoso. Todos possuem apenas a perna direita, o que lhes garante agilidade e boa sorte, menos o protagonista Pequi, o único com a perna esquerda, desajeitado e visto como azarado.
Cansado de ser diferente, Pequi procura o lendário Pai da Noite, um sábio oráculo, que lhe dá uma difícil missão: trazer um dente de Mapinguari, a criatura mais perigosa de toda a floresta.
33° Festival de Cinema de Vitória
Além da exibição de Folclórica, Rodrigo Aragão é o homenageado capixaba do Festival de Cinema de Vitória. A Cerimônia de Homenagem acontece no dia 18 de julho, às 19 horas, no Sesc Glória. No mesmo dia, às 17 horas, também no teatro acontece a Coletiva do Homenageado, em que será lançado o Caderno de Homenagem, publicação inédita que aborda sua vida e obra.
Natural de Guarapari, ele se destacou no mundo cinematográfico por seus filmes que misturam horror, folclore brasileiro e crítica social, como Mangue Negro (2008), A Noite do Chupacabras (2011), A Mata Negra (2018) e O Cemitério das Almas Perdidas (2020).