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Defesa de Hytalo Santos tenta anular condenação com base na 'lei Felca'

Defesa afirma que perícia não encontrou pornografia explícita nos dispositivos de Hytalo
Agência FolhaPress

Publicado em 03 de Abril de 2026 às 11:10

Defesa de Hytalo Santos tenta anular condenação com base na 'lei Felca'
Defesa de Hytalo Santos tenta anular condenação com base na 'lei Felca' Crédito: Reprodução/TV Globo
A defesa do influenciador Hytalo Santos protocolou uma petição pedindo a anulação da condenação dele e de seu marido, Israel Vicente. O pedido tem como base o ECA Digital, também conhecido como '"lei Felca" , que entrou em vigor em 17 de março.
Em resposta à reportagem, Ricardo Ueno, advogado de Hytalo, afirma que a perícia não encontrou nudez nem pornografia explícita nos dispositivos apreendidos, apenas danças sensuais publicadas no Instagram. Em trecho da petição divulgado pelo g1, a defesa argumenta que a Justiça adotou, para a condenação, um entendimento mais abrangente do que o previsto em lei.
O casal foi condenado em 22 de fevereiro deste ano por ter produzido, reproduzido e divulgado, com finalidade de monetização, conteúdos pornográficos envolvendo adolescentes nas redes sociais. A decisão se baseou no artigo 240 do ECA, que criminaliza a produção de cena de sexo explícito ou pornográfica com menores. Hytalo recebeu pena de 11 anos de prisão e Israel, oito.
"O dolo dos agentes é traduzido na vontade livre e consciente de produzir, reproduzir e divulgar as imagens gravadas, de conteúdo sensual e erótico, que podem ser enquadrados como pornográficas na interpretação aberta que faz o Superior Tribunal de Justiça, visto que se trata de tipo aberto, não se podendo falar apenas em cenas de sexo explícito", diz o trecho da petição.
A defesa sustenta ainda que os conteúdos devem ser entendidos como manifestação cultural periférica ligada ao brega funk (gênero musical popular no Nordeste) e que esse tipo de produção não poderia ser classificado automaticamente como pornografia.
Os influenciadores foram presos em São Paulo em 15 de agosto de 2025 e posteriormente transferidos para o Presídio do Róger, em João Pessoa. O casal também responde a processo na Justiça do Trabalho, sob acusação de tráfico de pessoas para exploração sexual e de submeter vítimas a condições análogas à escravidão.
Até o momento, o juiz responsável pelo caso não estabeleceu prazo para analisar o pedido. Procurado, o Ministério Público da Paraíba não respondeu até a publicação desta reportagem.

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