Sabe aquela escapada habitual das gatas que vivem em casas onde não existem telas de proteção? Segundo a médica-veterinária, Letícia Missagia Motta, o ideal é que elas não tenham acesso às ruas, independentemente de serem castradas ou não, pois nessa saidinha não só correm risco de ficar prenha, mas de contrair doenças transmitidas por outros felinos ou sofrer algum acidente.
“Caso isso seja rotina da gatinha, a solução é a castração para evitar que fique prenha. O uso de anticoncepcional está diretamente relacionado com o desenvolvimento de neoplasias mamárias malignas. Além disso, a castração evita a piometra, uma infecção bacteriana grave no útero."
Ela explica, ainda, que os primeiros sinais clínicos de gatas prenhas são sutis e normalmente não são percebidos pelos tutores, como o aumento do apetite e o inchaço das mamas. “Mesmo depois, quando a gata apresenta uma ampliação abdominal importante, isso acaba sendo associado ao simples fato do animal estar engordando”.
O pré-natal por um médico-veterinário é essencial para evitar estresse nesse período, o que pode prejudicar a saúde dos fetos. Nascem em média quatro filhotes por gestação, que dura em torno de 64 dias.
“O ideal é que seja feito check-up de exames antes de a gata ficar prenha, assim é possível diagnosticar doenças precocemente e tratá-las sem comprometer a gestação. Exames de sangue como hemograma, bioquímicos para avaliar função hepática e renal e teste de FIV (Aids felina) e FELV (Leucemia felina) são os principais."
Além disso, é primordial fornecer uma boa alimentação para a mãe gata, já que nesta fase ocorre uma grande demanda nutricional. ““É necessário o uso de ração super premium e as vezes até suplementos”, finalizou Letícia.