Recentemente o rapper Oruam publicou um vídeo nas redes sociais que mostra o seu animal de estimação, um Savannah F1, o Malandrex, pulando em cima dele e o arranhando. A postagem chamou a atenção dos seguidores, preocupados com a atitude do felino. Por isso, a coluna É o bicho foi atrás de um especialista para falar do comportamento da espécie. A empresária Anna Julia Dannala, do Gatil Reserva Lucky Stone, em Valinhos (SP), conta tudo pra gente na matéria desta semana.
Tudo começou em 1986, quando a gatinha doméstica da americana Judee Frank deu à luz a um gato híbrido, resultado do cruzamento com um Serval Africano. A fêmea recebeu o nome de Savannah e, alguns anos depois, deu à luz três filhotes. Mas só em 2012 que a raça Savannah passou a ser reconhecida oficialmente pelo TICA (The International Cat Association). É por essas singularidades, explica a empresária, que a raça é considerada uma das mais raras e caras do mundo.
Anna Julia explica que Savannahs são muito enérgicos, mesmo nas gerações distantes a raça mantém um nível muito mais alto de energia em relação a um gato comum. “Dormem pouco, gostam de saltar e correr. Nas gerações mais próximas, especialmente F1, os adultos mantêm pela vida toda a mesma energia de filhotes, é difícil cansá-los”, frisa.
Ela informa que o indicado nesses casos é passear de peitoral e guia com frequência em área externa, onde possam jogar bola e buscar objetos. “Eles gostam de brincadeiras semelhantes às dos cães, de brinquedos grandes (todo cuidado com peças pequenas). Além disso, gostam de se divertir em tanques, lagos, piscinas, banheiras. São animais de hábitos noturnos, brincam à noite, tiram cochilos durante o dia”.
É muito importante, destaca Anna Julia, entender que os Savannahs não são agressivos, apenas brincalhões. “Mas por sua força, as brincadeiras acabam sendo mais pesadas, brutas, por isso não são recomendados para crianças, pois podem machucá-las, mas não atacam ninguém. O F1 tem a força de um felino selvagem, principalmente nas patas, pois o estilo de caça do Serval é com as patas, caçam no tapa, e o F1 herda isso. “É uma força natural que acaba sendo demonstrada sem querer nas brincadeiras”.
As brincadeiras são as mesmas que os felinos fazem na natureza com suas mães e irmãos, como pular nas costas do humano, dar tapas, dar susto e brincar de esconde-esconde. “E acabam às vezes em alguns arranhões pois as unhas são afiadas, mas tudo o que fazem com seus tutores é por afeição e carinho. A forma que demonstram esse amor é totalmente diferente de um gato doméstico”, conclui.