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Totalmente premiado

“O Último Azul”: filme desafia o etarismo e traz Rodrigo Santoro de um jeito diferente

Longa que conquistou o Urso de Prata no Festival de Berlim une fotografia impactante e a atuação brilhante de Denise Weinberg. Produção estreia nesta segunda (28)
Aline Almeida

Publicado em 25 de Agosto de 2025 às 11:00

O cinema brasileiro celebra uma de suas maiores estreias do ano: “O Último Azul”, novo longa de Gabriel Mascaro, chega às telonas na próxima segunda-feira (28). Estrelado por Denise Weinberg e Rodrigo Santoro, o filme se passa na Amazônia e já carrega prestígio internacional: venceu três prêmios na mais recente edição do Festival de Berlim, incluindo o Urso de Prata, o Prêmio do Júri Ecumênico e o Prêmio do Júri de Leitores do jornal Berliner Morgenpost.
A trama apresenta um Brasil quase distópico, onde o governo transfere idosos para uma colônia habitacional destinada aos últimos anos de vida. Nesse cenário, acompanhamos Tereza (Denise Weinberg), uma mulher de 77 anos que, antes de ser obrigada a se exilar, decide embarcar em uma jornada para realizar seu último desejo.
O diretor Gabriel Mascaro explica a origem da ideia: “O filme partiu de uma inquietação minha de tentar pensar um corpo idoso que não ficasse preso nessa ideia de memória, de passado, de nostalgia… eu queria fazer uma história sobre presente, onde essa mulher idosa se lança em jornada, redescobrindo a vida”.
Filme O Último Azul
Filme O Último Azul Crédito: Guillermo Garza_Desvia
Além da força da história, a produção chama atenção pela estética. A Amazônia não é apenas cenário, mas quase um personagem dentro da narrativa, dando intensidade às imagens. “O filme traz uma mensagem muito simples, sobre nunca ser tarde para sonhar, para desejar. É um filme sobre liberdade e autonomia. Além disso, vocês verão o Rodrigo Santoro como nunca viram no cinema”, antecipa Mascaro.
Denise Weinberg, protagonista do longa, destacou o perfil inspirador da personagem. “Eu acho que a Teresa é uma personagem que tem uma obstinação, tem uma energia. Ela não é aquele estereótipo de idosa triste, melancólica, com saudade do que foi. Ela tá sempre olhando pra frente e sempre quer mais da vida”.
Não é porque a gente fica velha que a gente perde nossos desejos
A atriz conta que, mesmo depois de tantas exibições, continua descobrindo novos detalhes. “Eu já vi seis vezes o filme e toda vez que eu vejo reparo alguma coisa diferente que é muito interessante, que nos surpreende. O filme é muito rico, tem muita coisa pra observar. O filme tem uma trilha maravilhosa, um cenário maravilhoso, que é a Amazônia. É tudo muito bonito.”
Protagonista Tereza, interpretada por Denise Weinberg
Protagonista Tereza, interpretada por Denise Weinberg Crédito: Reprodução
Rodrigo Santoro, que também atua no filme, falou sobre o impacto da conquista do Urso de Prata em Berlim. “Foi um momento inesquecível, um marco na minha vida, uma emoção gigante.”
O ator também refletiu sobre o atual momento do cinema nacional: “Fazendo uma análise dos últimos 20 anos, eu acho que o cinema brasileiro resistiu, cresceu, foi encontrando sua identidade, continua se construindo, e, finalmente, alcançou o reconhecimento mundial. É lindo ver o público empolgado e orgulhoso”.
O Brasil é muito conhecido pelo futebol, carnaval e Amazônia, por exemplo, mas agora estamos ficando conhecidos pelo cinema e isso é maravilhoso
Com fotografia impactante, atuações marcantes e uma história que prende e surpreende a cada cena, “O Último Azul” promete emocionar e inspirar plateias em todo o país.

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