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Depoimento de capixaba repercute em série polêmica da HBO Max sobre Arautos do Evangelho

O documentário denuncia as práticas da organização religiosa aprovada pelo Vaticano, com relatos de pessoas que participaram da instituição
André Cypreste

Publicado em 17 de Abril de 2026 às 14:12

Série “Escravos da Fé - Os Arautos do Evangelho”, da HBO Max, tem capixaba
Série “Escravos da Fé - Os Arautos do Evangelho”, da HBO Max, tem capixaba. Reprodução HBO Max

A série documental da HBO Max, “Escravos da Fé - Os Arautos do Evangelho”, chamou a atenção pelo tom de denúncia aplicado na produção. Dentre os depoimentos apresentados, a capixaba Amanda Merotto contou a sua história dentro da organização católica, relatando as práticas adotadas no dia a dia do grupo religioso.


Amanda é nascida e criada em Vitória, vindo de uma família humilde. Segundo seu relato na série documental, ela entrou para os Arautos em 2007, aos 12 anos, convencida pelo fator religioso e a segurança que o grupo poderia oferecer, passando a frequentar a igreja aos finais de semana. 


“Tudo era feito para chamar a nossa atenção. Era exatamente como a história de João e Maria. A bruxa queria chamar a atenção das crianças. Eu entrei lá porque era realmente interessante. E eu caí na armadilha”, relatou Amanda à produção.

A lembrança era muito opressora, bem pesada. Porque tinha muita pressão, muitas regras

Amanda Merotto, ex-Arautos do Evangelho

Após esse curto período, Amanda se tornou uma interna dos Arautos, morando dentro da instituição. A rotina, segundo a capixaba, envolvia um regime quase militar, com marchas e rezas, antecedendo o período escolar, que também era promovido pela igreja.

Produção da HBO Max quase não foi ao ar por disputa judicial.
Produção da HBO Max quase não foi ao ar por disputa judicial. Reprodução HBO Max

Durante o período que esteve dentro da congregação, Amanda relatou ter passado por situações de humilhação, tortura psicológica e instigação à violência. Além disso, ela afirmou ter testemunhado a denúncia de que membros da organização, incluindo o líder dos Arautos, monsenhor João Clá Dias, praticavam abusos sexuais contra os membros mais novos.

Depois que eu saí dos Arautos, eu levei anos para entender tudo o que aconteceu. Não é nada normal o que nós vivemos

Amanda Merotto, ex-Arautos do Evangelho.

Quem são os Arautos do Evangelho?

Os Arautos do Evangelho são uma associação católica fundada a partir da antiga TFP (Tradição, Família e Propriedade) por João Clá Dias e reconhecida pelo Vaticano. A instituição é estruturada a partir de uma hierarquia rígida e centralizada na figura de seu fundador, seguindo uma linha ligada ao conservadorismo católico.

 

Dentro dessa estrutura, a vivência religiosa é marcada por uma relação intensa de devoção e obediência. Integrantes são inseridos em um ambiente em que a autoridade espiritual dos superiores orienta comportamentos, decisões e práticas cotidianas. 


Além da veneração tradicional a santos reconhecidos pela Igreja Católica, há também uma valorização de figuras internas da própria instituição, que passam a ocupar papel central na vida religiosa dos membros.


Nesse contexto, surgem os chamados “santos” ligados ao próprio grupo. Retratado na série, João Clá Dias é tratado internamente como uma figura de santidade, mesmo sem canonização oficial, com relatos de atribuição de feitos considerados extraordinários. Objetos pessoais associados ao líder são preservados e reverenciados, como forma de devoção.

Polêmicas e disputa na justiça

A produção da série ainda enfrentou problemas para conseguir divulgar e distribuir o conteúdo na plataforma de streaming. Em dezembro de 2025, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) proibiu a veiculação da obra enquanto não se encerrasse a disputa judicial em torno do documentário, que está em segredo de justiça.


Em março deste ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, derrubou a decisão inicial e liberou a exibição da série, afirmando que não poderia se presumir que houve quebra do sigilo da investigação pela mera coincidência entre os procedimentos judiciais e obras artísticas.

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