Publicado em 15 de fevereiro de 2026 às 15:00
“Com disciplina e foco”. É assim que Maria Júlia Cremasco, de 14 anos, descreve como consegue equilibrar sua rotina escolar, as aulas de dança e seus cuidados com a saúde. Diabética, a adolescente não deixa a condição atrapalhar seu objetivo de se tornar uma bailarina profissional. E, inclusive, dá grandes passos na direção desse sonho.>
Maria Júlia recebeu o diagnóstico de diabetes tipo 1 aos 7 anos. Desde então, ela precisa realizar ao menos sete aplicações de insulina por dia. Pouco tempo depois da descoberta, aos 9 anos, já encantada com as aulas de dança que fazia na escola, iniciou o estudo do balé em um estúdio especializado.>
Foi no fim de 2025 que seu pai, Max Carvalho, decidiu inscrever a filha em um edital da Secretaria de Cultura do Espírito Santo (Secult), que oferece ajuda de custo para “circulação e intercâmbio” de profissionais do setor cultural do ES.>
Para isso, Maria Júlia precisava de um convite. Nesse caso, um convite para a participação de um festival internacional. Max então entrou em contato com a organização da Expression International Dance Competition, da Itália, que selecionou a adolescente para participar da competição a partir de um vídeo de uma apresentação que tinha realizado.>
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Muito animada, a bailarina conta que está ansiosa para conhecer o país e poder representar o Espírito Santo no exterior. Ela reforça a gratidão aos seus pais e à sua coreógrafa Thayná Fabiano, que a apoiam desde o início dessa jornada. >
Maria Carolina, mãe de Maria Júlia, conta da felicidade indescritível de ver sua filha conquistando seus sonhos apesar dos obstáculos, principalmente pelos desafios da convivência com a diabetes. “Quando a gente recebe o diagnóstico, cai um balde de água fria em cima da gente. Saber que ela está conquistando o sonho dela é inspirador para as outras crianças que convivem com a diabetes”, destacou.>
A família embarcou para a Itália na última sexta-feira (13), e o festival, que acontece na cidade de Florença, começa no dia 20 de fevereiro. Maria Júlia competirá contra 16 outras bailarinas na mesma categoria. Ela diz estar um pouco nervosa para se apresentar, mas garante que, quando sobe no palco, “tudo parece mágica”.>
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