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Até do Bruno Mars! Colecionador do ES reúne 40 mil discos de vinil e leva formato para festas e feiras

Herança de família se tornou hobby que evoluiu para festas e feiras com foco em apresentar o universo do vinil às novas gerações
André Cypreste

Publicado em 02 de Julho de 2026 às 12:43

Bernardo Fonseca coleciona discos desde a infância, com mais de 40 mil exemplares na coleção.
Bernardo Fonseca coleciona discos desde a infância, com mais de 40 mil exemplares na coleção. Acervo pessoal Bernardo Fonseca

Para muita gente, ouvir música hoje em dia significa abrir um aplicativo de streaming e escolher uma playlist. Em outros casos, aproveitar um estilo clássico, para além da beleza do disco físico, também significa aproveitar mais a música.


Para o colecionador Bernardo Freitas Fonseca, de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, a experiência começa muito antes de a primeira faixa tocar: passa pela a escolha do disco, a limpeza do vinil, o ajuste da agulha no toca-discos e pelo ritual de apreciar um álbum do início ao fim.


Essa relação com a música acompanha Bernardo desde a infância e, ao longo dos anos, resultou em um acervo de aproximadamente 40 mil discos de vinil. Além de colecionar, ele também promove feiras e festas temáticas, nas quais discoteca exclusivamente com discos e busca aproximar o público, especialmente os mais jovens, desse formato analógico.

Colecionador do ES reúne 40 mil discos de vinil e leva formato para festas
Colecionador do ES reúne 40 mil discos de vinil e leva formato para festas Acervo pessoal Bernardo Fonseca

Segundo ele, a paixão pelo vinil nasceu dentro de casa.

Meus pais já tinham discos de vinil e aqui sempre existiu esse hábito de escutar música dessa forma. Foi uma paixão que veio da família e que carrego até hoje

Bernardo Freitas Fonseca, colecionador

A coleção começou ainda na infância. Com o passar dos anos, Bernardo percebeu que já conhecia de cor todos os discos que havia em casa e decidiu ampliar o repertório. Hoje, o acervo vai muito além dos clássicos: também reúne trabalhos de artistas contemporâneos, como o cantor Bruno Mars, mostrando que a paixão pela música atravessa diferentes gerações.


"Eu queria ouvir novos sons, novos artistas. O vinil também proporciona descobrir músicas e álbuns que muitas vezes não existem nas plataformas digitais. Tem discos que nunca foram lançados no streaming", contou.

Música e experiência

Colecionador do ES reúne 40 mil discos de vinil e leva formato para festas
Colecionador do ES reúne 40 mil discos de vinil e leva formato para festas Acervo pessoal Bernardo Fonseca

A coleção acabou abrindo caminho para outra atividade: a discotecagem. Nas feiras que organiza e em festas temáticas, Bernardo utiliza toca-discos para tocar sucessos das décadas de 1960 a 1990 e também lançamentos mais recentes em vinil.


Embora o foco seja sempre o disco, os eventos também costumam reunir outros itens ligados ao universo musical, como CDs, camisetas de bandas, canecas e objetos produzidos a partir de discos antigos.

Hoje existem muitas pessoas que nunca viram um disco de vinil de perto. Quando elas vão a uma feira, conseguem entender como funciona um toca-discos, como era o sistema analógico e conhecer um formato que faz parte da história da música

Bernardo Freitas Fonseca, colecionador

O ritual também faz parte

Bernardo Fonseca coleciona discos desde a infância, com mais de 40 mil exemplares na coleção.
Bernardo Fonseca coleciona discos desde a infância, com mais de 40 mil exemplares na coleção. Acervo pessoal Bernardo Fonseca

Uma das principais diferenças entre o vinil e o consumo de música em plataformas está na forma como o público se relaciona com o álbum. Enquanto nas plataformas digitais é comum trocar rapidamente de faixa, o disco convida o ouvinte a dedicar tempo à obra completa.


Bernardo destaca que o processo envolve observar a capa, ler o encarte, acompanhar as letras das músicas e conhecer informações sobre os músicos, produtores e participantes da gravação.

Tem o ritual de limpar o disco, cuidar da agulha, apreciar a capa e escutar o álbum inteiro. Cada etapa desperta uma emoção diferente para quem é colecionador

Bernardo Freitas Fonseca, colecionador

Mesmo após décadas do auge do formato, ele acredita que o vinil continua conquistando novos admiradores e seguirá ocupando espaço entre os apaixonados por música.

O vinil se mantém vivo até hoje e acredito que continuará assim por muito tempo

Bernardo Freitas Fonseca, colecionador

E se alguém tiver interesse em algum item do acervo dele, pode tirar o cavalinho da chuva, pois Bernardo deixa claro que nenhum disco está à venda. Mas, caso alguém queira vender, ele segue disposta a aumentar a coleção.

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