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Tradição nacional

6 tipos de cachaça e como harmonizá-los com comidas

A bebida brasileira feita a partir da cana-de-açúcar conquista paladares nacionais e internacionais
Portal Edicase

Publicado em 13 de Setembro de 2025 às 07:37

As cachaças não são todas iguais e carregam particularidades únicas (Imagem: RHJPhtotos | Shutterstock)
As cachaças não são todas iguais e carregam particularidades únicas Crédito: RHJPhtotos | Shutterstock
Em 13 de setembro é celebrado o Dia da Cachaça. Reconhecida como patrimônio cultural e símbolo da identidade nacional, a bebida feita a partir da cana-de-açúcar conquista paladares tanto em drinques clássicos, como a famosa caipirinha, quanto em degustações que valorizam sua riqueza.
“É importante entender que nem toda cachaça é igual. Cada rótulo carrega particularidades únicas, que vão desde a região produtora, a matéria-prima, o processo de fermentação até o tipo de madeira usado no envelhecimento. Essas nuances fazem com que a cachaça seja uma bebida de enorme diversidade sensorial, que merece ser apreciada com o mesmo respeito dado a destilados internacionais”, explica o cachacier Delfino Golfeto, fundador e presidente da Água Doce Sabores do Brasil.
A seguir, ele detalha as diferenças entre as cachaças e indica como apreciá-las. Confira!

1. Cachaça transparente (prata) 

Conhecida por sua transparência e sabor fresco, a cachaça transparente não passa por envelhecimento em barris. É a mais usada em coquetéis, especialmente na caipirinha , pois preserva o sabor marcante da cana-de-açúcar. A bebida pode ser usada como ingrediente na culinária para amaciar carne e para adicionar um sabor marcante em assados. Os frutos do mar e queijos brancos são indicados para harmonizar com a cachaça transparente. O ideal é que esse tipo descanse pelo menos seis meses em recipientes neutros, como o tanque de inox. 

2. Cachaça envelhecida 

Passa por barris de madeira por pelo menos um ano, adquirindo coloração dourada e aromas mais complexos. Os tipos de madeira influenciam diretamente no sabor. Carvalho, bálsamo e amburana são algumas das mais utilizadas para envelhecer a bebida. Ela é ideal para degustação pura e pode conter notas que variam de adocicadas a amadeiradas. Churrasco, aves, suínos e feijoadas são ideais como acompanhamento.  

3. Cachaça premium 

Classificada quando pelo menos 50% da bebida foi envelhecida em barris por um período mínimo de um ano. É uma versão mais sofisticada, muito valorizada em harmonizações gastronômicas. É muito usada para alguns drinques e coquetéis, como o tradicional Rabo de Galo, além de ser consumida pura. Queijos maturados, chocolates amargos e sobremesa feita com frutas secas, como tâmara, são acompanhamentos que harmonizam com a bebida.          
A cachaça extra premium é considerada uma joia entre as variedades (Imagem: Alp Aksoy | Shutterstock)
A cachaça extra premium é considerada uma joia entre as variedades Crédito: Alp Aksoy | Shutterstock

4. Cachaça extra premium 

Considerada a joia entre as variedades, é envelhecida integralmente por mais de três anos. O resultado é uma bebida de coloração intensa, textura aveludada e sabor encorpado, comparável a destilados internacionais. A cachaça pode ser harmonizada com fondues de queijo e carne de cordeiro.

5. Cachaça de alambique 

Produzida artesanalmente em pequenos lotes, essa versão carrega forte identidade regional. Cada produtor imprime características próprias à bebida , que pode apresentar odores característicos de uma verdadeira cachaça. Os apreciadores tradicionais diziam que ela é a famosa cachaça “curraleira”, em que os produtores cortavam a cana para moer e as pontas eram destinadas ao consumo de seus animais nos currais — por isso o nome. Pratos leves compostos por peixes e queijos são indicados para acompanhar essa apreciada versão.  

6. Cachaça aromatizada 

Recebe a infusão de frutas, especiarias ou ervas, se tornando uma alternativa versátil e leve, muito apreciada em coquetéis criativos e drinques tropicais. A bebida pode ser acompanhada por saladas com ingredientes frescos, comida japonesa e queijos leves, como o brie.  
Por Caroline Souza

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