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Disputa Conmebol x CBF acelera respostas contra o racismo

Se tem uma coisa boa que resultou da rusga recente entre CBF e Conmebol é a vontade de mostrar serviço na luta contra o racismo.
Agência FolhaPress

Publicado em 

03 abr 2025 às 11:56

Publicado em 03 de Abril de 2025 às 11:56

Se tem uma coisa boa que resultou da rusga recente entre CBF e Conmebol é a vontade de mostrar serviço na luta contra o racismo.
Jogadores de Corinthians e Huracán em ação contra o racismo promovida pela Conmebol Crédito: Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF
Movimentos nos últimos dias mostram as duas entidades acelerando medidas e colocando na rua campanhas mais contundentes contra a discriminação.
No Brasil, a CBF fez questão de colocar o pé no acelerador na hora de punir o Internacional por causa de um arremesso de banana em jogo do Brasileirão Feminino, contra o Sport.
No âmbito sul-americano, a Conmebol colocou em marcha a campanha basta de racismo, com direito a manifestações antes dos jogos da Libertadores e da Sul-Americana.
Tudo isso depois de a CBF dizer que as punições da Conmebol eram brandas demais, haver uma troca de cartas entre as partes e, por fim, uma reunião que resultou na criação de um grupo de trabalho contra discriminação e violência nas competições sul-americanas.
As medidas contra o racismo serão assunto na reunião do conselho da Conmebol, segunda-feira.
STJD TOMA DECISÃO RÁPIDA
A CBF levantou e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) confirmou.
No caso do Internacional, uma banana arremessada da arquibancada resultou na pena preventiva de três jogos de perda de mando de campo, com portões fechados, para o time gaúcho.
O episódio aconteceu na segunda-feira à tarde/noite. A CBF se manifestou horas depois, encaminhou o caso à procuradoria do STJD pedindo punição.
No tribunal, o órgão formalizou a denúncia e remeteu o caso ao presidente do STJD. Por fim, veio a decisão liminar, ainda na tarde de terça.
"O futebol brasileiro agiu rápido no combate ao racismo. Em pouco mais de 12 horas, a Justiça Desportiva já proferiu uma decisão dura, colocando o Internacional para jogar com portões fechados até o que o caso seja julgado. Em casos de racismo a CBF sempre se antecipa e vai propor punições preventivas contra os racistas", disse o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.
CONMEBOL TENTA REAGIR A ATAQUES
Os movimentos recentes da Conmebol são de reação após uma série de críticas vindas do Brasil, desde a condução do caso de racismo contra o atacante Luighi, do Palmeiras, na Libertadores Sub-20.
Não só pela decisão de multa proferida pelo Tribunal Disciplinar (US$ 50 mil), mas pela declaração do presidente Alejandro Domínguez —ele comparou Libertadores sem brasileiros a "Tarzan sem Chita". Teve que pedir desculpas.
Mas não sem que houvesse um tom mais elevado nas manifestações da CBF. Ednaldo Rodrigues até assinou um documento em conjunto às outras associações membro da Conmebol que dizia:
"A atuação da CONMEBOL está em linha com as medidas mais rigorosas implementadas nas mais importantes Ligas, Confederações e Fifa".
Ednaldo assinou sem ler o teor completo, irritou-se quando percebeu e depois mandou outra carta escalonando as críticas.
A solução da Conmebol mais recente foi juntar todos os países e representantes de governos, receber sugestões e criar o grupo de trabalho que será liderado por Ronaldo Fenômeno.
A Fifa está de olho nessa discussão e nas ações que estão acontecendo no território sul-americano. Para a luta, em si, quanto mais gente engajada, melhor.

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