A reunião ordinária, que estava marcada para a noite desta terça-feira (9), acabou não acontecendo na Câmara Municipal de São Gabriel da Palha, no Noroeste do Espírito Santo. Insatisfeitos com a volta de dois vereadores condenados por corrupção passiva, outros parlamentares se recusaram a participar da sessão. Nas imediações da Casa, populares também se manifestaram contra o retorno dos políticos.
Os vereadores Tiago dos Santos (PP), presidente da casa, e Wagner Lucas dos Santos (SD), segundo-secretário, ficaram 180 dias afastados dos trabalhos legislativos por decisão judicial, devido a uma ação de improbidade administrativa que transita contra eles.
Além disso, eles foram condenados, em primeira instância, na Justiça Criminal, por corrupção passiva. Na sentença, o juiz determinou a suspensão dos direitos políticos e a consequente perda do mandato para os vereadores após a ação transitar em julgado. Como ainda cabe recurso e a ação de improbidade ainda não foi concluída, eles ganharam uma liminar na Justiça para voltar aos cargos na Câmara, já que os 180 dias venceram.
VOLTA DOS VEREADORES FOI ALVO DE PROTESTOS
Enquanto Tiago dos Santos (PP) e Wagner Lucas dos Santos (SD) estiveram afastados, a presidência do legislativo foi ocupada pelo vereador Braz Monferdini (PRP). Nesta terça-feira (9), na primeira reunião após a volta dos dois vereadores afastados, o agora ex-presidente e um grupo de parlamentares, se recusou a participar da sessão.
Ter esses dois vereadores no legislativo é uma situação terrível para imagem da cidade, eles são condenados. A população não quer eles na Câmara. Enquanto eles não renunciarem não estamos dispostos a retornar os trabalhos, relatou Monferdini.
Os protestos contra a volta dos vereadores se estendeu para as imediações da Câmara. Antes da reunião, um grupo de populares se manifestou contra a volta dos dois vereadores ao cargo. Eles usaram faixas e um carro de som.
ENTENDA A DENÚNCIA
O QUE DIZ A DEFESA?
O responsável pela defesa dos dois vereadores condenados, o advogado Hélio Maldonado, afirmou que eles vão seguir no cargo e pretendem cumprir o mandato integralmente enquanto se defendem das acusações. O defensor ainda afirmou que os políticos estão sendo alvos de perseguição política.
Enquanto eles estavam afastados, os adversários políticos que ocuparam a presidência da câmara, isso envolve controle da pauta e indicação para cargos. Agora eles perderam o comando da situação em pleno ano eleitoral e estão fazendo pressão pela renúncia. Os opositores fizeram uma verdadeira baderna para forçar uma renúncia, mas meus clientes não vão ceder a pressão e extorsão de nenhum grupo, afirmou.
Sobre as acuações, o advogado afirmou que elas não têm fundamento e os políticos são inocentes. O defensor afirmou que pretende recorrer da condenação em primeira instância.