Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

R$ 17,7 milhões

Prefeitura de Guarapari tem contrato com escritório de advocacia suspenso pelo TCES

Contratação foi feita sem licitação; município não demonstrou motivações para fazer a contratação

Publicado em 03 de Julho de 2026 às 19:15

Tiago Alencar

Publicado em 

03 jul 2026 às 19:15
Sede do Tribunal de Contas do Espírito Santo Carlos Alberto Silva

O Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES) suspendeu um contrato estimado em mais de R$ 17,7 milhões firmado entre a Prefeitura de Guarapari, na Região Metropolitana da Grande Vitória, e um escritório de advocacia. A decisão foi tomada durante sessão plenária no último dia 23.


Anteriormente, o conselheiro Rodrigo Coelho, relator do processo, já havia concedido medida cautelar suspendendo a contratação até análise colegiada.


A Prefeitura de Guarapari foi procurada por A Gazeta na tarde desta sexta-feira (3), por meio da assessoria de imprensa, para comentar a decisão do TCES. Até a conclusão desta reportagem, porém, não havia encaminhado resposta. O espaço permanece aberto para manifestação.


Segundo o processo, o caso chegou ao Tribunal de Contas por meio de uma representação apresentada por um denunciante não identificado. O autor sustenta que o município teria contratado os serviços de assessoria jurídica de forma supostamente irregular.


A representação afirma que a contratação foi realizada com dispensa de licitação para a prestação de serviços especializados voltados à recuperação de créditos tributários municipais.


Entre os principais questionamentos está a alegação de que a prefeitura não comprovou a singularidade dos serviços contratados, que, segundo o denunciante, poderiam ser executados pela própria Procuradoria-Geral do município.


A representação também afirma que o Executivo não demonstrou os motivos para que a contratação fosse realizada por meio de licitação.


Ao se manifestar no processo, a Prefeitura de Guarapari afirmou que o objetivo da contratação era garantir maior eficiência na recuperação de créditos tributários, contribuindo para o aumento da arrecadação municipal.

Veja Também 

Imagem de destaque

Servidoras de Vitória vítimas de violência ganham direito ao sigilo de dados

Valor do contrato considera cifra recuperada

Segundo o TCES, a remuneração prevista para o escritório de advocacia foi calculada com base nos valores efetivamente recuperados. Conforme o processo, o contrato poderia alcançar R$ 17,7 milhões.


Os honorários foram fixados em 15% sobre os valores recuperados que ultrapassassem a média de arrecadação dos dois exercícios anteriores. A expectativa da administração municipal era de recuperar aproximadamente R$ 118,3 milhões em créditos tributários.

Relator cita entendimento do STF

Em seu voto, o conselheiro Rodrigo Coelho destacou que o Tema 309 do Supremo Tribunal Federal (STF) admite a contratação direta de serviços advocatícios, sem licitação, desde que sejam atendidos critérios específicos que justifiquem a medida.


Segundo o relator, porém, esses quesitos não ficaram demonstrados no caso analisado. "A fragilidade não se limita à ausência do parâmetro específico do escritório contratado. O próprio modelo remuneratório revela indefinições relevantes quanto à base de cálculo, à metodologia de apuração da média histórica de arrecadação e ao nexo causal entre a atuação da contratada e os valores eventualmente arrecadados acima da média dos dois exercícios anteriores", afirmou Rodrigo Coelho.


Na mesma decisão, o Tribunal de Contas determinou a suspensão de todos os atos administrativos relacionados à contratação, incluindo eventual formalização ou manutenção do contrato, emissão de ordens de serviço, autorização de acesso a sistemas, bases de dados e informações fiscais, além da execução de quaisquer atos materiais, liquidações e pagamentos, até nova deliberação da Corte.


Essa é a quarta decisão do TCES mirando contratos da Prefeitura de Guarapari, em menos de um mês. 


Conforme mostrou reportagem do último dia 19, em um intervalo de 4 dias, a Corte publicou três decisões envolvendo contratos do município. Duas delas resultaram na suspensão de contratos que somam quase R$ 18 milhões. A terceira determinou a abertura de uma investigação para apurar possível prejuízo aos cofres públicos em um contrato de coleta de lixo.

Veja Também 

Tribunal de Contas

TCES suspende dois contratos milionários de Guarapari em 4 dias

Imagem de destaque

TCES terá prazo de 5 anos para cobrar devolução de dinheiro público por irregularidades

Tribunal de Contas

Mesmo com tarifaço, situação das contas das cidades melhora em 2025, aponta TCES

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Nova unidade do Ifes: Campus Pedro Canário
Ifes ganha unidade em Pedro Canário que deve abrir 800 vagas
O ex-presidente Jair Bolsonaro na garagem de sua casa. O STF segue hoje o julgamento da trama golpista.
Moraes prorroga prisão domiciliar de Jair Bolsonaro
Imagem de destaque
Frango desfiado: 8 receitas saudáveis, fáceis e saborosas para fazer em casa

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados