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Índice Fiscal

Mesmo com tarifaço, situação das contas das cidades melhora em 2025, aponta TCES

Estudo mostra que municípios do Estado resistiram aos impactos das taxas de importação impostas pelos Estados Unidos e tiveram redução da vulnerabilidade fiscal

Publicado em 18 de Maio de 2026 às 18:56

Leticia Orlandi

Publicado em 

18 mai 2026 às 18:56
Tribunal de Contas
Sede do Tribunal de Contas do Espírito Santo. Ricardo Medeiros

A situação fiscal dos municípios do Espírito Santo em geral melhorou em 2025, mesmo em um ano com desafios no comércio internacional, como o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos importados, incluindo brasileiros.


Foi o que apontou um estudo realizado pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES), divulgado nesta segunda-feira (18). Feito com base nas informações econômico-fiscais de 2025, o estudo Índice de Vulnerabilidade Fiscal (IVF) mostra que as cidades do Estado tiveram uma melhora do índice e uma redução da vulnerabilidade de forma geral.


Todos os 78 municípios foram avaliados de acordo com os quatro componentes do IVF: 1 – Margem recorrente; 2 – Endividamento; 3 – Situação previdenciária (ISP); e 4 – Liquidez. Cada componente recebe uma nota de zero a 25.  


O estudo indica a capacidade que os municípios têm de suportar quedas de receita e aumentos de despesa inesperados. Nesse caso, quanto menores as notas, menores são as vulnerabilidades dos municípios – logo, notas altas indicam municípios em situação pior do ponto de vista fiscal. 


Autor do estudo, o auditor de Controle Externo Robert Detoni ressalta que os dados de 2024 apontaram 25 municípios em baixa vulnerabilidade, 51 com média vulnerabilidade e 2 com alta vulnerabilidade. 


Já os dados de 2025 apresentaram uma redução de municípios em média e alta vulnerabilidade (45 e 1, respectivamente) e aumento dos municípios em baixa vulnerabilidade (32). 


“Apesar do tarifaço no mercado externo desfavorável ao Estado em 2025 e suas consequências econômicas e fiscais, tivemos uma melhora do índice, com redução da vulnerabilidade de forma geral. O número de municípios com alta vulnerabilidade já chegou a 8 em 2019 e atualmente está em somente um. Isso é muito positivo”, afirma Detoni. 

As cidades

O estudo apresenta uma análise detalhada de cada município e os classifica em níveis de prioridade para receber ações de controle externo, a fim de reduzir os riscos fiscais.  Sete municípios têm alta prioridade: Barra de São Francisco, Divino de São Lourenço, Guaçuí, Irupi, Itapemirim, Iúna e Pancas.


Seis têm média prioridade: Atílio Vivácqua, Ibitirama, Jerônimo Monteiro, Marataízes, Mimoso do Sul e Presidente Kennedy. 


Por fim, nove municípios foram classificados com baixa prioridade: Anchieta, Governador Lindemberg, Ibiraçu, Mantenópolis, Marechal Floriano, Santa Leopoldina, São José do Calçado, São Mateus e Viana. 


Os demais, não foram classificados por estarem com boas notas no IVF. 


“O fato de se avaliar um município como ‘baixa prioridade’ não perde a importância frente ao grau de vulnerabilidade. A priorização é quanto à ação de controle externo, não quanto à vulnerabilidade”, explica Detoni. 


Dentre os que apresentaram melhor resultado em 2025, destaca-se Aracruz, que registrou 32 pontos, seguido por Fundão, João Neiva, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, Venda Nova do Imigrante e Vitória – todos com 41 pontos. 

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