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Senado

PEC da Segurança: veja como votaram os senadores do Espírito Santo

Fabiano Contarato apoiou o texto nos dois turnos. Magno Malta e Marcos do Val votaram a favor no segundo

Publicado em 03 de Novembro de 2026 às 20:26

Tiago Alencar

Publicado em 

03 nov 2026 às 20:26
Plenário do Senado Federal
Plenário do Senado Federal Carlos Moura/Agência Senado

Os três senadores do Espírito Santo votaram a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no segundo turno, nesta terça-feira (3). Fabiano Contarato (PT) também apoiou o texto-base no primeiro turno, enquanto Magno Malta (PL) e Marcos do Val (Avante) constaram como ausentes no painel do Senado. 


A proposta foi aprovada por 73 votos a 0 no primeiro turno e por 75 a 0 no segundo. O texto segue para promulgação.


Segundo a assessoria de Magno Malta, o senador estava em um voo para Brasília no momento da primeira votação do texto. Marcos do Val afirmou que tentou votar remotamente, mas uma falha no sistema impediu o registro. 


Ele disse ter pedido ao senador Carlos Portinho (PL-RJ) que comunicasse o problema à Mesa do Senado.“No segundo turno, consegui votar normalmente, e meu voto favorável à PEC foi devidamente registrado”, afirmou Do Val.


Entre os dois turnos, o plenário aprovou a Emenda nº 85 por 67 votos a 0. Contarato e Malta votaram a favor da alteração. Do Val constou como ausente nessa votação.


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Tramitação da maioridade penal

Antes de votar o texto-base, o Senado decidiu, por 38 votos a 36 e uma abstenção, que duas emendas sobre a redução da maioridade penal tramitariam separadamente. 


Contarato votou a favor da separação. Do Val votou contra, e Malta constou como ausente. A oposição defendia incluir na PEC a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em geral e para 14 anos no caso de crimes hediondos.

O que muda com a PEC
Apresentada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a PEC inclui na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) para ampliar a integração entre os órgãos da União, dos estados e dos municípios, sobretudo no combate ao crime organizado. A proposta amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e prevê mais recursos para o setor.

O texto também abre caminho para a criação de polícias municipais, prevê ouvidorias autônomas e institui o Sistema de Políticas Penais, voltado à gestão do sistema prisional. Lula tem sinalizado que pretende criar o Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC. A ideia é que a pasta coordene, em articulação com os estados, ações de enfrentamento a facções criminosas.

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