Candidato ao governo do Espírito Santo pelo Republicanos, o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini afirmou que, caso eleito, prevê enxugar a máquina pública estadual e avalia reduzir em até 30% os cargos comissionados.
A medida visa a liberar orçamento do Estado para desenvolver projetos nas áreas da saúde, educação e segurança pública. A afirmação foi feita durante entrevista concedida à apresentadora do Boa Noite ES da TV Gazeta, Daniela Abreu, na noite desta quinta-feira (15).
Durante a sabatina, Pazolini pontuou que o Estado tem atualmente cerca de 4.500 servidores em comissão. Disse que redução desse contingente poderá gerar uma economia de até R$ 150 milhões, a serem usados de forma livre no orçamento para investimentos.
“Se nós reduzirmos de 25% a 30% desses servidores, nós teremos R$ 150 milhões a mais livres no orçamento para investir em todas essas políticas públicas. [...] Não precisamos de cabide de emprego, não precisamos de pessoas desqualificadas na gestão”, afirmou, ao ser questionado sobre de onde pretende tirar recursos para realizar projetos do seu plano de governo.
O candidato relembrou a experiência à frente da Prefeitura de Vitória, onde reduziu a quantidade de cargos comissionados de cerca de mil para aproximadamente 500, revertendo os valores economizados em obras de infraestrutura, escolas e postos de saúde.
No campo da segurança pública, Pazolini apontou gargalos estruturais no efetivo das forças policiais do Estado. Segundo o candidato, a Polícia Militar enfrenta um déficit de mais de 2 mil homens, enquanto a Polícia Civil opera com praticamente a metade de seu efetivo ideal. Ele criticou a abertura de concursos no período pré-eleitoral e prometeu realizar certames e nomeações com cronograma organizado.
Perguntado sobre seus planos para educação, o republicano afirmou que pretende ampliar o acesso a creches, firmando convênios com prefeituras para construção de unidades. Defendeu a inclusão de uma refeição assim que o aluno chega à escola, modelo testado em Vitória para garantir a nutrição antes do início das aulas, e ainda prometeu valorizar financeiramente os profissionais da educação.
Para a área social, Pazolini disse que quer implantar nos 78 municípios do Estado o programa habitacional "Casa Feliz e Segura", priorizando famílias de baixa renda, mães solo, pessoas com deficiência e mães atípicas.
No campo do saneamento, defendeu uma gestão profissional da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan) e o cumprimento das metas do Marco Legal do Saneamento Básico por meio de recursos próprios, financiamentos e parcerias.
Ao ser indagado durante a sabatina da TV Gazeta se sentia-se confortável em receber apoio de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, envolvido em suposto recebimento de milhões de reais pelo banqueiro Daniel Vorcaro, Pazolini enfatizou a necessidade de cautela e respeito às garantias legais. O partido de Flávio está na coligação de Pazolini para o governo do Estado.
“Nós não podemos ter nenhum tipo de acusação prematura. Não queremos acusar indevidamente pessoas que não cometeram eventualmente algum tipo de infração. Nós temos que aguardar. Instituições fortes produzem investigações. Essas investigações serão analisadas, serão debatidas naturalmente. Os investigados serão oportunidade da ampla defesa e do contraditório através dos seus advogados. E a partir daí o Poder Judiciário, com toda serenidade e cautela, vai decidir. O que o Poder Judiciário decidir, nós naturalmente iremos respeitar”, respondeu.
Sobre a aproximação da sua campanha local com a nacional de Flávio no segundo turno, Pazolini afirmou que no primeiro turno o debate esteve focado nas demandas estaduais do Espírito Santo, mas que, com o avanço da eleição e as mudanças no cenário nacional, foi natural intensificar o tom. Esse movimento levou à inclusão do apoio ao número 22 (PL) na propaganda de televisão, no programa eleitoral e nas caminhadas de rua.
O ex-prefeito de Vitória declarou ter a consciência e a convicção de que a plataforma apresentada por Flávio Bolsonaro representa o melhor projeto para o Brasil no momento.
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