Arte: A Gazeta
As eleições de 2026 deixarão 21 parlamentares do Espírito Santo sem um novo mandato a partir de 2027. A relação reúne 13 deputados estaduais, seis federais e dois senadores. Parte tentou a reeleição, enquanto outros disputaram cargos diferentes ou deixaram a corrida eleitoral.
O levantamento considera os parlamentares eleitos e aqueles que assumiram cadeiras ao longo da legislatura. Não entram na contagem os que conquistaram mandato em outra Casa legislativa. O resultado das urnas não representa uma saída imediata: os mandatos atuais seguem até o encerramento da legislatura.
Nove deputados que disputaram um novo mandato na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) não conseguiram se eleger: Alcântaro Filho (Republicanos), Allan Ferreira (Podemos), Bispo Alves (Republicanos), Bruno Lamas (PSB), Coronel Weliton (DC), Denninho Silva (União), Fábio Duarte (PDT), Marcos Madureira (Podemos) e Zé Preto (Podemos).
Alguns receberam mais votos do que em 2022, mas ficaram sem uma das 30 cadeiras. É o caso de Allan Ferreira, que passou de 15.185 para 22.845 votos, e de Alcântaro Filho, cuja votação subiu de 15.742 para 15.983.
Entre os que assumiram cadeiras ao longo da legislatura estão Bruno Lamas e Marcos Madureira. Lamas ocupou a vaga de Tyago Hoffmann (PSB), que se licenciou para assumir a Secretaria de Estado da Saúde. Madureira assumiu em 2025, após a saída de Theodorico Ferraço (PP), eleito prefeito de Cachoeiro de Itapemirim.
Outros quatro deputados estaduais buscaram cargos diferentes, mas não foram eleitos. Sérgio Meneguelli (PSD) e Callegari (DC) concorreram ao Senado e terminaram em quinto e oitavo lugares, com 301.897 e 50.150 votos, respectivamente. Já Iriny Lopes (PT) e Tyago Hoffmann disputaram vagas na Câmara dos Deputados e ficaram na suplência, com 52.367 e 68.915 votos.
Já na bancada capixaba da Câmara dos Deputados, três parlamentares tentaram a reeleição e não conseguiram: Amaro Neto (PP), Messias Donato (União) e Dr. Victor Linhalis (PSB). Messias recebeu 66.236 votos, Amaro somou 36.839 e Dr. Victor obteve 24.547. Os três ficaram na suplência. Mesmo com votação superior à de 2022, quando se elegeu com 42.460 votos, Messias não conquistou um novo mandato.
Helder Salomão (PT) e Paulo Foletto (PSB) disputaram outros cargos. Helder concorreu ao governo do Espírito Santo e terminou o primeiro turno em terceiro lugar, com 323.483 votos, sem avançar à segunda etapa. Foletto tentou uma vaga na Assembleia Legislativa, mas ficou na suplência do PSB, com 14.545 votos.
Gilvan da Federal (PL) também ficará sem novo mandato. O deputado retirou a candidatura à reeleição após o Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) negar seu registro. O partido o substituiu na disputa.
Os senadores Fabiano Contarato (PT) e Marcos do Val (Avante) também deixarão suas cadeiras ao fim dos mandatos. Eleitos em 2018 para um período de oito anos, os dois tentaram a reeleição neste ano, mas não conseguiram.
Contarato recebeu 521.431 votos e terminou em quarto lugar. Do Val somou 167.900 votos e ficou na sexta posição. As duas vagas foram conquistadas por Renato Casagrande (PSB) e Evair de Melo (Republicanos).
Evair não entra na contagem dos parlamentares sem novo mandato porque trocará a Câmara pelo Senado. O mesmo critério exclui os deputados estaduais Dr. Bruno Resende (União), João Coser (PT), Lucas Polese (PL) e Marcelo Santos (União), eleitos para a Câmara dos Deputados.