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Publicado em 9 de julho de 2022 às 16:26
Com fortes críticas ao chefe do Executivo capixaba, Renato Casagrande (PSB), o empresário e ex-secretário da Fazenda de Vitória Aridelmo Teixeira (Novo) lançou a sua pré-candidatura ao governo do Espírito Santo nas Eleições 2022 na manhã deste sábado (9), pregando mudanças na política e “revolução social”, com geração de emprego e renda. >
Em evento na Capital, Aridelmo chegou a dizer que Casagrande "assumiu e começou a destruir tudo". Também descartou apoio imediato à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), para quem fez campanha em 2018. “Estou 100% com o Novo”, afirmou. >
A pré-candidatura do também economista foi lançada na Fucape Business School, centro educacional do qual é um dos fundadores. Estiveram presentes apoiadores, filiados ao partido, além da pré-candidata a deputada estadual Patrícia Bortolon (Novo), o presidente do partido no Espírito Santo, Iuri Aguiar, e a pré-candidata à vice-governadora, Camila Domingues. A principal figura presente no local foi a do pré-candidato à presidência da República pelo Novo, Luiz Felipe d'Ávila.>
O pré-candidato apresentou um resumo do seu plano de governo, que seria, segundo ele, colaborativo, responsável por combater privilégios e o adequado para promover uma "revolução social".>
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“Saímos para conhecer os problemas do Espírito Santo, que muitas vezes são invisíveis. Tem uma multidão invisível espalhada pelo nosso Estado. Antes de conversar com atores políticos, fomos conversar com a sociedade. Quase um quinto da população capixaba está com alguma vulnerabilidade alimentar”, comentou o empresário.>
Ao lado de Aridelmo na corrida ao Palácio Anchieta está a pré-candidata a vice Camila Domingues, que é jornalista. De acordo com o empresário, a união foi construída naturalmente, sem considerar apoio político ou tempo de televisão, quesitos apontados pelo pré-candidato ao governo como não compatíveis com o projeto do Novo.>
Aridelmo chegou a disputar o comando do Palácio Anchieta em 2018, quando ainda estava filiado ao PTB, mas angariou apenas 3,25 % dos votos válidos. Quatro anos depois, julga que está mais maduro e com projeto de governo melhor. Ele foi secretário da Fazenda de Vitória na gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos). O prefeito, porém, não esteve no evento.>
Em entrevista à reportagem de A Gazeta minutos depois do término do evento, o agora pré-candidato fez elogios à gestão do ex-governador Paulo Hartung e críticas ao atual chefe do Executivo capixaba, Renato Casagrande (PSB), cujo governo definiu como "extrema esquerda". Segundo Aridelmo, o atual governador não foi capaz de melhorar a qualidade de vida da população capixaba.>
"Não dá para comparar o governo de Hartung com o governo de Renato. O governo do Paulo Hartung, em 2002, iniciou uma revolução fiscal. Ele [Hartung] gastou oito anos para ajustar as contas. Renato só virou governador porque teve o apoio de Hartung. Ele [Casagrande] assumiu e começou a destruir tudo", afirma.>
Questionado se colocaria limites à reeleição, Aridelmo afirmou que compactua com o ideal do Novo: apenas um mandato de cinco anos. "Nos países mais desenvolvidos, como os Estados Unidos, há um limite de mandatos. Precisa de inovação, de novas energias, de reciclagem. Sem isso, o país fica refém. Ou é o ruim ou o menos ruim", opina.>
No evento com apoiadores e durante entrevista, o pré-candidato reforçou diversas vezes o ideal de renovação na política. Em 2018, ainda no PTB, partido de Roberto Jefferson, Aridelmo apoiou publicamente o então candidato Jair Bolsonaro. >
"Arrepender de ter dado voto lá [a Bolsonaro, em 2018], de jeito nenhum. Eu declarei apoio porque o meu partido não tinha um candidato e havia uma coligação forçada. Chegando na reta final, existia uma possibilidade daquele grupo [PT] chegar ao poder, ali mudou radicalmente", detalha.>
À reportagem, ele afirmou que saúde e educação foram áreas que o governo Bolsonaro não conduziu de maneira satisfatória. Mas apontou que foi "brilhante" em infraestutura, como em saneamento básico.>
Em 2022, diferentemente da corrida presidecial anterior, o partido de Aridelmo tem um candidato ao Palácio do Planalto: Luiz Felipe d'Ávila. É por isso que o empresário se diz "100% com o Novo".>
"Vamos trabalhar duro para que o Brasil tenha uma opção, que é o Felipe d'Ávila. O eleitor tem uma via para o Brasil", diz.>
Sobre um possível segundo turno entre Lula e Bolsonaro, Aridelmo diz preferir não gastar energia com o assunto e relata confiança no candidato do Novo para substituir o presidente Bolsonaro.>
"Nós não vamos gastar energia com isso agora. Isso é uma decisão lá para frente. Vamos olhar e focar no Felipe d'Ávila como nosso presidente. Não trabalhamos com a ideia de não tê-lo no segundo turno", reafirma.>
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