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Grampo ilegal

Após acusações, Rodney Miranda se afasta da Secretaria de Segurança de Goiás

O Governo de Goiás confirmou que ex-prefeito de Vila Velha pediu afastamento do cargo. Rodney diz que vai sair em férias e nega acusações de grampo ilegal e desvio de dinheiro

Publicado em 08 de Junho de 2020 às 17:14

Redação de A Gazeta

Publicado em 

08 jun 2020 às 17:14
Rodney Miranda, secretário de Segurança Pública, deve deixar cargo após desgastes
Rodney Miranda, secretário de Segurança Pública de Goiás, já foi prefeito de Vila Velha e ficou na suplência na eleição para deputado federal pelo ES em 2018 Crédito: Comunicação/SSP-GO
O ex-prefeito de Vila Velha e atual secretário da Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda (Republicanos), pediu afastamento do cargo nesta segunda-feira (08), em meio a denúncias de grampo em telefones de aliados do governo e desvio de verba do Corpo de Bombeiros, feitas por Jorge Caiado, primo do governador do Estado, Ronaldo Caiado (DEM). A informação foi confirmada pelo governo estadual. O secretário nega as acusações e o pedido de afastamento e diz que, na verdade, está em férias.
Na manhã desta segunda, a assessoria do governo de Goiás informou a A Gazeta, por nota, que Rodney Miranda pediu afastamento "para esclarecer todas as denúncias feitas contra ele". O texto registra, ainda, que o superintendente de combate à corrupção e ao crime organizado do Estado, Alexandre Lourenço, assumirá interinamente a secretaria.
Rodney, no entanto, afirma que durante uma visita de Ronaldo Caiado à secretaria, ainda nesta segunda, pediu férias de 15 dias. Até o momento, nada foi publicado no Diário Oficial do Estado.
Na última semana, após o vazamento do áudio que continha as acusações, a informação nos bastidores era de que Rodney Miranda teria sido demitido ou pedido demissão, o que ele nega. "Não houve nenhum pedido de demissão ou mesmo conversa desse teor com o governador. Eu não tenho motivo para pedir isso."
O áudio com acusações foi enviado pelo primo de Caiado diretamente para o secretário. Na mensagem, Jorge acusa Rodney de grampear a linha telefônica de aliados do governo e de "pegar R$ 1 milhão" do Corpo de Bombeiros. "Você está querendo explodir o governo de Ronaldo Caiado. Eu não admito", diz na mensagem. Procurado pela reportagem, Jorge Caiado disse que não quer comentar o assunto.
O secretário nega todas as acusações. De acordo com ele, o áudio foi uma reação a uma exoneração feita na secretaria e que as acusações não passam de invenções. 
"Desafio Jorge Caiado a provar o que disse. No mesmo dia que recebi o áudio encaminhei para o governador e me expliquei"
Rodney Miranda - Ex-prefeito de Vila Velha e secretário de Segurança Pública do Estado de Goiás
O secretário prestou depoimento na Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) nesta segunda-feira.

SUPLENTE NO ESPÍRITO SANTO

Rodney Miranda é suplente do deputado federal Amaro Neto (Republicanos), que pode ser candidato à Prefeitura da Serra. Questionado sobre a possibilidade de voltar ao Espírito Santo, o secretário reafirmou que não pretende sair da secretaria, mas que sua casa é em território capixaba.
"Estou em Goiás para cumprir uma missão. Não pretendo sair da secretaria, mas caso Amaro seja eleito na Serra eu teria que avaliar a possibilidade de ir para o Congresso", aponta. 

GRAMPO NA REDE GAZETA

Além de ex-prefeito de Vila Velha, Rodney também foi secretário de Segurança Pública no Espírito Santo, no governo de Paulo Hartung. Em 2005, quando estava à frente da pasta, esteve no centro de outra denúncia sobre grampo ilegal, envolvendo a Rede Gazeta. 
A empresa denunciou, naquele ano, que uma das linhas de sua central telefônica, utilizada, inclusive, por jornalistas para entrevistar  fontes, estava grampeada. Entre março e abril de 2005, todas as conversas mantidas por meio dessa linha foram gravadas, transcritas e anexadas ao processo que apurava as circunstâncias da morte do juiz Alexandre Martins, que havia sido assassinado dois anos antes.
Na época, a Rede Gazeta procurou Rodney Miranda para pedir explicações, e ele informou que todas as escutas telefônicas no Espírito Santo eram feitas com autorização da Justiça. Disse ainda que a linha telefônica da empresa havia entrado no pedido à Justiça por engano, pois teria sido confundida com o número de outro estabelecimento, cujo proprietário era suspeito de envolvimento no crime. Dias depois, Rodney pediu demissão da secretaria.
Sobre o episódio, o secretário afirmou, nesta segunda-feira, que chegou a receber uma indenização da companhia de telefonia Vivo, por ter ficado provado sua inocência.

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