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Corpo achado na Serra

Vigilantes são presos por matar morador de rua que cometia furtos na Praia do Suá

Grupo é suspeito de sequestrar e espancar vítima até a morte; crime teria sido motivado por “justiça com as próprias mãos”

Publicado em 29 de Abril de 2026 às 15:14

Jaciele Simoura

Publicado em 

29 abr 2026 às 15:14

Um caso que começou como desaparecimento terminou com uma história de "justiça feita com as próprias mãos". Marcos Vinícius Lopes Rodrigues, de 35 anos, desapareceu na madrugada do dia 17 de março deste ano, na Praia do Suá, em Vitória. No entanto, a Polícia Civil descobriu que ele foi sequestrado por funcionários de uma empresa de vigilância patrimonial e morto.


O corpo da vítima foi localizado em uma área de vegetação de eucalipto, nas proximidades do novo contorno de Jacaraípe, na Serra. Pelo menos oito homens estão envolvidos no crime, sendo que dois foram presos no dia 21 de abril, durante a Operação “Invisíveis”.

Vigilantes são presos por matar morador de rua que cometia furtos na Praia do Suá
Vigilantes são presos por matar morador de rua que cometia furtos na Praia do Suá Câmera de videomonitoramento

Segundo o titular da Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas (DEPD), delegado Tarcísio Otoni, durante a madrugada do dia 17, oito homens — alguns em motocicletas — abordaram Marcos Vinícius na Rua Ulisses Sarmento.


Uma câmera de videomonitoramento (veja acima) flagrou o sequestro. Um deles aparece apontando uma arma para a vítima, que é colocada dentro de um carro (da própria empresa). A vítima foi levada até a Serra, onde foi espancada até a morte.

Vítima cometia furtos na região

Marcos Vinícius Lopes com ferimentos causados pelo mesmo grupo cerca de uma semana antes do sequestro
Marcos Vinícius Lopes com ferimentos causados pelo mesmo grupo Divulgação | Polícia Civil

O delegado Tarcísio Otoni explicou que os suspeitos são funcionários de uma empresa de vigilância privada que presta serviços de monitoramento e ronda em condomínios. Eles atuavam como rondistas, responsáveis por verificar possíveis situações de risco e vulnerabilidade.


Conforme as investigações, o grupo tinha como alvo pessoas em situação de rua, como Marcos Vinícius, que possuía antecedentes por crimes como furto na região.


“Esses rondistas, ao menor sinal de um crime patrimonial ou algo que coloque em perigo aquele condomínio, que é cliente da empresa, o dever deles é acionar a Polícia Militar. Mas neste caso, a investigação demonstrou que eles de fato fizeram justiça com as próprias mãos”, disse o delegado Tarcísio Otoni.


O titular da DEPD também revelou que houve um episódio anterior envolvendo a vítima. Cerca de uma semana antes do crime, Marcos Vinícius teria sido agredido pelo mesmo grupo.

“O pessoal achou que ninguém daria falta de Marcos Vinícius”, destacou o delegado.

Mãe comunicou o desaparecimento

Foi a mãe de Marcos Vinícius quem procurou a polícia após perceber o desaparecimento do filho. Ela costumava levar marmitas diariamente para ele e estranhou quando não o encontrou no dia seguinte ao crime.


A companheira da vítima, também em situação de rua, relatou o ocorrido à mulher, que decidiu acionar as autoridades.


“A investigação demonstra que pelo menos oito pessoas participaram da morte e quatro da ocultação de cadáver. Esse fato que começou como desaparecimento, evoluiu para um sequestro e posteriormente para um homicídio qualificado com associação criminosa e ocultação de cadáver”, disse o delegado Tarcísio Otoni.


Durante a operação, foram apreendidas três motocicletas e três simulacros de arma de fogo utilizados na abordagem da vítima.


A empresa de vigilância foi informada, e as investigações indicam, a princípio, que ela não tinha conhecimento das ações dos funcionários.


Ainda conforme o delegado, o grupo adotava um padrão de atuação. Pessoas em situação de rua consideradas “problemáticas” eram retiradas dos locais onde estavam e levadas para áreas mais afastadas, geralmente longe dos condomínios atendidos pela empresa.

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