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Publicado em 7 de junho de 2022 às 16:27
Um vigilante de 49 anos foi preso, na tarde desta segunda-feira (6), suspeito de perseguir e ameaçar a cunhada, uma mulher de 47 anos, e fazer cenas obscenas para as filhas dela no Centro de São Mateus, no Norte do Espírito Santo. Segundo a Polícia Civil, a vítima tinha uma medida protetiva de urgência contra o suspeito e, após ela ir duas vezes a delegacia comunicar que o homem insistia em descumprir a ordem judicial, a corporação pediu a prisão preventiva dele. >
Titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de São Mateus, a delegada Gabriella Zaché dos Santos disse que a vítima relatou que, mesmo após a medida protetiva, ela continuava sendo ameaçada pelo vigilante. >
“No dia 26 de abril, a vítima esteve na unidade e declarou que o indivíduo nunca cumpriu a medida protetiva, que ele a xingava, perturbava e ameaçava. Mesmo após a concessão da medida protetiva, o suspeito ficava próximo à residência dela, de forma a intimidá-la”, contou a delegada.>
Quase um mês depois, no último dia 20 de maio, a mulher voltou à unidade para relatar que novamente o homem estava descumprindo a medida protetiva. Ela disse que até as filhas dela estavam sendo vítimas do vigilante. >
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“A vítima relatou que ele xingava dizendo que ninguém iria tirar ele de dentro do quintal, que ele mandava no local, chegando a dizer que só sairia de lá morto e iria aterrorizar. Neste dia, a vítima declarou que ele ficava fazendo cenas obscenas para ela e suas filhas e que ele continuava com ameaças”, disse.>
Após o mandado de prisão contra o homem ser expedido pela 3ª Vara Criminal de São Mateus e cumprido, o suspeito foi conduzido à 18ª Delegacia Regional de São Mateus, e, posteriormente, encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) do município.>
A titular da Deam de São Mateus orienta que mulheres que forem vítimas de violência doméstica e familiar ou que estejam em um relacionamento abusivo, denunciem a situação. >
“Orientamos que as vítimas procurem a delegacia para registrar o boletim de ocorrência, para que os autores dos fatos sejam devidamente investigados e responsabilizados por seus atos. A mulher que tem deferida uma medida protetiva em seu favor e o agressor a estiver descumprindo, deve comunicar ao fato à polícia e ao judiciário para ele responder também pelo crime de descumprimento de medida protetiva de urgência. Além disso, se o agressor estiver cometendo o crime naquele momento, a Polícia Militar deve ser acionada por meio do 190”, explicou a delegada Gabriella Zaché dos Santos.>
As denúncias de casos de violência doméstica e familiar também podem ser feitas por meios do Disque-Denúncia 181 e do Disque 180, que é a central de atendimento à mulher do Governo Federal.>
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