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Investigação concluída

Suplente de vereador foi morto por vingança do tráfico de drogas em Vila Valério

Renato Rosa foi assassinado a tiros após as eleições de 2024. Segundo a investigação, ele enfrentava integrantes de uma facção criminosa que atuava no bairro Boa Vista, e quatro envolvidos já foram presos

Publicado em 25 de Maio de 2026 às 17:33

Luana Luiza

Publicado em 

25 mai 2026 às 17:33

A morte do suplente ao cargo de vereador Renato Rosa, assassinado a tiros em 2024 no bairro Boa Vista, em Vila Valério, na região Noroeste do Espírito Santo, teve um novo desdobramento. As investigações mostraram que o crime não teve motivação eleitoral, mas sim vingança de traficantes da região.

Renato, de 52 anos, foi morto na noite de 6 de outubro, logo após a divulgação do resultado nas urnas. De acordo com a Polícia Militar, ele foi encontrado caído ao lado de uma motocicleta, no meio da rua Antônio Dias Pereira, com cerca de 20 marcas de tiros. 

Vítima foi morta com diversos tiros em Vila Valério Montagem | Leitor A Gazeta

Segundo o delegado responsável pelo caso, Erick Esteves, com o avanço das investigações e a prisão dos envolvidos, a polícia identificou que o homicídio teria sido motivado pela atuação de Renato contra traficantes locais. Ele não aceitava as ações criminosas que eram impostas à comunidade e frequentemente entrava em conflito com integrantes da facção.


"O que ficou claro para nós, depois de prendermos os quatro envolvidos, o último em março de 2026,  foi que foi apenas uma resposta ao tráfico, tendo em vista que o Renato tinha um perfil muito ativo com o pessoal do tráfico da comunidade. Ele não aceitava determinadas colocações e obrigações que o tráfico estava tentando impor. Ainda mais para os garotos de 21, 22 anos, o Renato é uma pessoa da comunidade que todos já conheciam", destacou o delegado. 

Renato tinha o perfil de bater de frente com esses assassinos e acabou que, infelizmente, vieram a executá-lo

Erick Esteves

Delegado

De acordo com a polícia, os investigados identificados como Gabriel da Cunha Guedes, 28 anos, Elisson Victor Borges D’ajuda, 21 anos, Kaio Rodrigues da vitória, 23 anos e Marlom Nunes Carvalho, 23 anos, faziam parte de uma facção criminosa do bairro onde Renato tinha forte atuação política. Meses antes do crime, ele teria trocado tiros com os mesmos suspeitos.

O Renato, por estar sofrendo ameaças desses traficantes locais, começou a andar armado e, num determinado fato, quatro, cinco meses antes do caso analisado, houve realmente uma troca de tiros. Ele acabou baleando dois desses traficantes e ficou caracterizado, após o evento que aconteceu com o Renato, que realmente foi uma vingança

Erick Esteves

Delegado

Gabriel da Cunha Guedes, 28, Elisson Victor Borges D’ajuda, 21, Kaio Rodrigues da vitória, 23, Marlom Nunes Carvalho, 23 Polícia Civil

O delegado-geral adjunto da Polícia Civil do Espírito Santo, Fabricio Dutra, destacou que a investigação permitiu não apenas esclarecer o homicídio, mas também identificar integrantes da facção criminosa envolvidos em outros crimes ligados ao tráfico de drogas.

Nós conseguimos não só elucidar o fato, mas entender e combater a facção que está no município. Foram muitas prisões realizadas, porque através da elucidação desse crime, se levou o conhecimento de outras pessoas, outros faccionados que trabalham na região. Aí nós estamos falando, além do homicídio, de outros crimes ligados ao tráfico de drogas dos mesmos faccionados.

Fabrício Dutra

Delegado-geral adjunto da Polícia Civil do Espírito Santo

Durante as investigações, os quatro homens foram presos por envolvimento no crime. Todos foram denunciados pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e são réus em ação penal.

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