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Esquema criminoso

Quadrilha de Jaguaré alugava, adulterava e vendia carros de locadoras

Líder do esquema, um homem de 27 anos, foi preso pela polícia nesta quinta-feira (15); quadrilha também queimava os veículos para destruir provas

Publicado em 16 de Agosto de 2024 às 15:03

Mariana Lopes

Publicado em 

16 ago 2024 às 15:03
Quadrilha de Jaguaré alugava, adulterava e vendia carros de locadoras
Veículos eram levados para Jaguaré, onde, segundo a PC, eram feitas as adulterações Crédito: Divulgação | Polícia Civil
Um homem de 27 anos, morador da cidade de Jaguaré, no Norte do Espírito Santo, foi preso na última quinta-feira (15), apontado pela Polícia Civil como o comandante de uma quadrilha que alugava carros de locadoras e, depois, os revendia de forma ilegal.
De acordo com a corporação, duas filias de franquias nacionais de locadoras foram vítimas do esquema. Uma delas, está localizada em Vila Velha, na Grande Vitória. A identidade do suspeito não foi revelada pela polícia. 

Como agia a quadrilha

  1. Os indivíduos alugavam os veículos em locadoras do Estado;
  2. Após o aluguel, uma ocorrência falsa de roubo era registrada e, com isso, os criminosos sumiam com o veículo;
  3. O veículo seguia então para Jaguaré, onde, segundo a PC, eram feitas as adulterações; 
  4. As peças originais do carro eram roubadas e, depois disso, o veículo recebia um número de identificação de outros veículos adquiridos em leilão judicial;
  5. Ao final, o carro era vendido na internet como legítimo. 
As investigações da Polícia Civil apontam que pelo menos outras três pessoas auxiliaram o homem de 27 anos no esquema. A corporação também investiga a atuação de um vistoriador cadastrado no Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran-ES). Segundo a PC, uma suposta falha do funcionário teria facilitado o esquema. 
Quadrilha de Jaguaré alugava, adulterava e vendia carros de locadoras
"Um deles era responsável por alugar o carro na locadora. Ele entregava o veículo ao indivíduo que comandava o esquema e esse suspeito conseguia adulterar o número do chassi do carro. Posteriormente, eles vendiam o veículo na internet, em valor de mercado, fazendo a vítima acreditar que o automóvel era de origem legal"
Rodrigo Damasceno - Delegado
Segundo a corporação, um morador de Jaguaré chegou a comprar um dos veículos adulterados pela quadrilha. Ele teve um prejuízo de cerca de RS 80 mil. 

Carros eram queimados para destruir provas

Quadrilha de Jaguaré alugava, adulterava e vendia carros de locadoras
Suspeito também queimava os veículos para atrapalhas nas investigações  Crédito: Divulgação | Polícia Civil
De acordo com o delegado Rodrigo Damasceno, o suspeito preso nesta quinta-feira, considerado o líder da quadrilha, agia para atrapalhar nas investigações da polícia. Ele colocava fogo nos veículos para que a corporação não pudesse identificar as fraudes. O indivíduo chegou, inclusive, a sofrer queimaduras durante a destruição de um carro. 
"Ele [o suspeito] colocou fogo no veículo para que a gente não pudesse identificar e descobrir a fraude. Inclusive, durante a destruição do carro, ele acabou se queimando e ficou internado por uma semana em um hospital da Serra", finalizou o delegado. 
*Com informações do repórter André Afonso, da TV Gazeta
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