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Histórico

Suspeito de envolvimento na morte de mulher em Guarapari já foi condenado por matar noiva

O crime pelo qual Alex foi condenado vitimou Euzineia Loyola em 2020, no município de Anchieta, no Sul do Espírito Santo

Publicado em 28 de Maio de 2026 às 09:22

Júlia Afonso

Publicado em 

28 mai 2026 às 09:22
Alex Almeida de Barros, de 48 anos
Alex Almeida de Barros, de 48 anos Reprodução

O principal suspeito de envolvimento na morte da companheira Rosi Mari Marcelly Ayala, de 52 anos, em Guarapari, no Espírito Santo, já foi condenado na Justiça pelo assassinato de uma mulher, que era noiva dele à época. Alex Almeida de Barros, de 48 anos, está internado em estado grave após atear fogo no próprio corpo durante perseguição policial. Ele foi localizado em Rio Casca, em Minas Gerais, na quarta-feira (27). 


O crime pelo qual Alex foi condenado vitimou Euzineia Loyola em 2020, no município de Anchieta, no Sul do Espírito SantoDe acordo com informações do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), ele foi condenado por homicídio simples, com pena de 12 anos de prisão. Em setembro de 2025, o condenado, que estava preso desde agosto de 2020, obteve o livramento condicional após cumprir mais de um terço da pena e atender aos requisitos legais.


Euzineia foi encontrada morta com sinais de estrangulamento em um sítio da família, na região de Goembê, no dia 18 de agosto de 2020. O corpo estava dentro de uma piscina, coberto por uma lona.

Euzineia Loyola foi encontrada morta em sítio de Anchieta
Euzineia Loyola foi encontrada morta em sítio de Anchieta Reprodução

Crime em Guarapari

O caso de Guarapari foi descoberto na tarde de quarta-feira (27). Familiares e amigos de Rosi passaram a desconfiar pois a mulher estava havia 20 dias sem ser vista e sem enviar áudio ou ligar para ninguém; as pessoas só tinham contato com o número dela através de mensagens escritas. 


Uma corretora e amiga de Rosi recebeu uma ligação do ex-marido dela relatando desconfiança. "Nessa ligação, ele mostrou que estava preocupado porque a Rosi, há um tempo, mais ou menos 20 dias, já não falava mais em ligação ou áudio, apenas por mensagem trocada. E nessa hora a gente lembrou que nos últimos dias só havia comunicação dela por mensagem escrita. O último áudio que ela enviou foi no dia 7 ou 8 de abril", relatou Sirlete Miranda.

Familiares, então, pediram ajuda da Polícia Militar para entrar no apartamento dela. Foi quando o corpo foi encontrado, já em avançado estado de decomposição. Enquanto isso, Alex, com quem ela se relacionava havia cerca de dois anos, circulava com o carro da vítima em direção a Minas Gerais.

A Rosi era uma pessoa muito alegre, alto astral, gostava de conversar bastante. Gostava da vida. Lamento muito isso que aconteceu e desejo que a justiça seja feita. E que esse homem não tenha direito de liberdade, porque não é a primeira vítima, e se ele continuar solto não vai ser a última.

Sirlete Miranda Corretora e amiga da vítima

Suspeita de interesse financeiro

Rosi Mari Marcelly Ayala foi encontrada morta nesta quarta-feira (27); Alex de Almeida Barros, companheiro dela, é o suspeito
Rosi Mari foi encontrada morta; Alex de Almeida Barros, companheiro dela, é suspeito de envolvimento Reprodução

Segundo informações apuradas pela Polícia Militar, há indícios de que o suspeito tentava receber valores relacionados à venda de um imóvel da vítima. “A mulher vendeu o apartamento por uns 300 e poucos mil e ele tava querendo pegar esse dinheiro. Estava se passando por ela, inclusive, para receber o dinheiro da corretora, mas a profissional desconfiou”, informou um policial militar.


O vizinho de Rosi, o aposentado Reni José Freitas, que tinha comprado móveis da vítima, também recebeu cobranças vindas do celular dela, mas achou suspeito. A primeira chegou no dia 19 de maio. A mensagem dizia: “Faz um pix para o meu namorado, eu estou autorizando”.

Conversas entre vizinho e o número de Rosi
Conversas entre vizinho e o número de Rosi Reprodução

Depois disso, as mensagens não pararam. A última foi na segunda-feira (25). O vizinho afirma ter deixado o dinheiro com a síndica, mas o valor não chegou a ser entregue à vítima nem a Alex.


"Essa última parcela que eu tinha que pagar para ela, eu recebi essa mensagem dele dizendo que não sabia exatamente quanto era. Eu disse que era o acordado e, na realidade, depois me mandaram outro pix e pedindo pra eu deixar o dinheiro. Não sei se era ele ou ela, desconfiei porque achei difícil ela ter um compromisso e pedir alguém pra receber por ela, ela sempre me pagou aqui", disse Reni.

Leia a nota da Polícia Civil na íntegra

"A Polícia Civil informa que as investigações tiveram início após o encontro do cadáver e o caso segue sob investigação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari.

De acordo com as investigações preliminares, os familiares perceberam movimentações suspeitas no celular da vítima, incluindo pedidos de dinheiro por mensagens de texto, com linguagem incompatível com a forma habitual de comunicação dela. Diante da situação, eles acionaram a polícia.

Durante as diligências, os policiais identificaram que o companheiro da vítima estaria utilizando pertences pessoais dela, incluindo o veículo e o telefone celular. O suspeito fugiu em direção ao Estado de Minas Gerais conduzindo o automóvel da vítima. 

Com apoio integrado da Polícias Civil (PCMG) e Militar (PMMG) de Minas Gerais, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), foi realizada tentativa de abordagem ao suspeito já no Estado de Minas Gerais. Durante a ação, ele ateou fogo contra o próprio corpo e foi socorrido em estado grave para uma unidade hospitalar.

A Polícia Civil ressalta que a causa da morte da vítima ainda depende da conclusão dos laudos periciais e que, neste momento, não é possível afirmar a motivação ou a natureza do crime. As investigações prosseguem para esclarecer todas as circunstâncias do caso."

Errata

30/05/2026

A versão anterior desta reportagem informava erroneamente que o homem havia sido preso. Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, ainda não há autuação formal contra o indivíduo, que permanece internado em estado grave e sem escolta. Paralelamente, a Polícia Civil do Espírito Santo esclareceu que a causa da morte da vítima depende da conclusão de laudos periciais, impossibilitando, no momento, a confirmação da motivação ou da natureza do crime. O título e o texto original foram atualizados.

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