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Crime em Cariacica

Polícia prende jovem que matou mulher com golpe de vaso sanitário no ES

O crime ocorreu no dia 4 de julho deste ano, em uma casa que seria frequentada por usuários de drogas no bairro Castelo Branco. O assassino confesso foi preso na última sexta-feira (6) e alegou legítima defesa. O rosto da vítima ficou desfigurado

Publicado em 10 de Novembro de 2020 às 16:02

Redação de A Gazeta

Publicado em 

10 nov 2020 às 16:02
Polícia
A Delegada Raffaella Aguiar, titular da DHPM, investigou o assassinato da mulher praticado com golpes de vaso sanitário Crédito: Divulgação/Polícia Civil
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM) elucidou mais um crime brutal ocorrido no Espírito Santo e prendeu o autor confesso de mais um feminicídio. Na última sexta-feira (6), a polícia prendeu um homem de 18 anos, que matou uma mulher com pancadas na cabeça praticadas com um vaso sanitário. Os golpes desfiguraram por completo o rosto da vítima.
A investigação do caso ocorrido no dia 4 de julho, no bairro Castelo Branco, em Cariacica, ficou sob a responsabilidade da delegada Raffaella Aguiar, titular da DHPM. Na manhã desta terça-feira (10), em coletiva realizada na Chefatura da Polícia Civil, em Vitória, ela deu detalhes do inquérito e explicou como a polícia efetuou a prisão.
Polícia prende jovem que matou mulher com golpe de vaso sanitário no ES

CRIME BANAL

Segundo a delegada, na noite do crime, o autor do assassinato – na época com 17 anos – havia mentido para a namorada ao falar que estava passando mal quando, na verdade, foi até uma festa. Lá ele conheceu a mulher e depois ambos decidiram ir para outro local, este onde ocorreu a morte.
"Ele já conhecia a vítima ali do bairro, mas não tinha nenhum tipo de relacionamento com a mulher. Quando se apresentou na delegacia, ele contou que havia mentido para a namorada ao falar que estava passando mal, mas, na verdade, ele havia ido para uma festinha e lá acabou ficando com a vítima. Em dado momento, os dois, que são usuários de drogas, resolveram sair dali para ficar mais a vontade. Eles então foram para essa casa", disse a delegada. A residência em questão é um imóvel abandonado no bairro Castelo Branco e utilizada por dependentes químicos.
Após se relacionarem, o casal iniciou uma discussão. No depoimento dado por conta própria à polícia três dias após o crime, o então menor de idade alegou legítima defesa como justificativa para tirar a vida da companheira, mas esta versão foi facilmente derrubada com provas técnicas obtidas pela perícia e também nas investigações.
"Na argumentação, ele disse que só praticou o ato violento para se defender, pois, antes a mulher teria jogado o vaso sanitário contra ele, mas isso não prospera, visto que a vítima era muito inferior fisicamente, e ela estava com a capacidade alterada devido ao uso da droga. Além disso, o plantão da DHPP foi de suma importância porque eles coletaram vestígios que foram essenciais para termos provas técnicas de que a pessoa indicada de fato era o autor do crime. Não temos dúvidas de que ele praticou o ato infracional análogo ao homicídio", destacou a chefe da DHPM.

FRIEZA

Outro fator que corroborou com o trabalho da polícia foi a frieza demonstrada pelo homem ao detalhar sobre como ele agiu no dia do crime. Em momento algum do depoimento, o rapaz aparentou se arrepender por tirar a vida de uma pessoa de maneira tão violenta.
"A forma como ele narrou ter praticado os golpes demonstra que não houve arrependimento da parte dele em matá-la. Ele foi extremamente frio ao relatar o caso. O questionei se de fato fosse legítima defesa, por qual motivo ele desferiu tantos golpes ao ponto de fraturar todos os ossos da face dela e destruir o crânio. Ele então disse que só parou após ter certeza de que a jovem havia morrido", detalhou Raffaella Aguiar.
Enquanto golpeava a vítima, o adolescente se feriu com cortes provocados pelo objeto. Ao deixar o local, acrescentou a delegada, o rapaz sangrou da casa onde matou a mulher até a própria residência.
"O sangue encontrado era de respingos dela e ele ainda acabou se ferindo pelo fato do vaso ser de louça. As marcas de sangue, inclusive, se estenderam até a casa dele, tanto que lá foi coletado um pedaço da cortina onde ele se limpou. Ele ainda mentiu para a mãe e disse que havia brigado. Só depois que ela tomou conhecimento do ocorrido", finalizou a delegada.
Após ser preso na última sexta-feira, o homem foi levado para uma unidade do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo. Mesmo tendo completado 18 anos recentemente, o assassino confesso foi levado para o Iases porque na data do crime ele ainda não havia atingido a maioridade penal.

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