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4 mortos em ilha

Polícia já sabe quem cometeu chacina em Vitória, mas ninguém foi preso

A Polícia Civil confirmou que possui provas técnicas de que o vídeo de um barco saindo da Ilha Doutor Américo de Oliveira mostra os suspeitos do crime

Publicado em 29 de Setembro de 2020 às 19:15

Redação de A Gazeta

Publicado em 

29 set 2020 às 19:15
Polícia investiga vídeo com suposta fuga de assassinos em chacina
Polícia investiga vídeo com suposta fuga de assassinos em chacina Crédito: Montagem/Reprodução
Polícia Civil já identificou os suspeitos de executar quatro jovens na Ilha Doutor Américo de Oliveira, na Baía de Vitória, na tarde desta segunda-feira (28). O delegado Marcelo Cavalcanti, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória, informou na tarde desta terça-feira (29) que possui provas técnicas da identidade dos criminosos, conseguidas a partir do vídeo que mostra ao menos quatro pessoas saindo da ilha em um barco – são eles, segundo a PC, os suspeitos de cometer os assassinatos.
Polícia já sabe quem cometeu chacina em Vitória, mas ninguém foi preso
O titular da DHPP afirmou que, considerando a complexidade, a investigação está evoluindo de forma rápida e confirmou que a polícia já identificou os suspeitos.
"A polícia tem certeza de que são pelo menos cinco envolvidos e que o vídeo é real, com provas técnicas para afirmar isso. Os suspeitos já foram identificados. No trabalho de investigação, nós iremos chegar à autoria desse crime. A princípio, nós estamos trabalhando com a guerra do tráfico.", afirmou o delegado.
"Podemos informar que pessoas inocentes foram covardemente assassinadas por ter suposto envolvimento, fato que não podemos dizer até o momento"
Marcelo Cavalcanti - Delegado titular da DHPP de Vitória
Em entrevista à Rádio CBN nesta tarde (29) o delegado Marcelo Cavalcanti afirmou que os suspeitos do crime não sabiam quem eram as vítimas. Segundo Cavalcanti, o que motivou a ida dos assassinos à ilha teria sido a oportunidade de eliminar um grupo rival, pelo que foi constatado nas investigações preliminares.
"Podemos dizer que o grupo responsável pelo crime viu uma oportunidade de eliminar uma facção que atua na Capital. Porém, pelos elementos do inquérito, (eles) não sabiam quem eram as vítimas. Tanto é que eles tiram foto, filmam e divulgam isso para uma pessoa, que já foi ouvida. As fotos circularam rapidamente e, para a investigação, facilitou para chegarmos aos autores", relatou.
No final da manhã desta terça-feira, dois homens chegaram algemados à DHPP de Vitória  – um em carro descaracterizado da polícia e outro em uma viatura da Força Nacional. Na ocasião, um policial que conduzia um dos rapazes informou que eles haviam sido detidos em Porto Novo, Cariacica, e que seriam suspeitos de envolvimento na chacina. Horas depois, os dois foram liberados. O delegado Marcelo Cavalcanti informou à reportagem de A Gazeta que os dois foram ouvidos na condição de testemunhas e que, por isso, haviam deixado a delegacia.

 O CRIME

Os quatro jovens mortos em uma chacina na Ilha Dr. Américo de Oliveira, em Vitória, nesta segunda-feira (28), foram identificados como Wesley, Yuri, Pablo e Victor (veja abaixo). Eles estavam acompanhados de mais quatro rapazes, que conseguiram escapar com vida.
  • Wesley Rodrigues de Souza, 29 anos
  • Yuri Carlos de Souza, 23 anos
  • Pablo Ricardo Lima, 21 anos
  • Victor da Silva Alves, 19 anos
O grupo aparece em um vídeo, gravado no local do crime, momentos antes da execução. Desses oito, dois estavam em pontos mais afastados da ilha e não aparecem no vídeo – que mostra seis jovens, entre eles os quatro que foram executados.
Além dos quatro mortos, um homem levou dois tiros nas costas e também deu entrada no Pronto Atendimento de São Pedro, após ser socorrido pelo outro colega que também escapou. A vítima baleada foi transferida, posteriormente, para o Hospital São Lucas.
O sobrevivente, que é menor de idade, afirma que estava pescando no local e não viu quem efetuou os disparos. Ao todo, oito pessoas estavam na ilha quando os executores chegaram ao local.

SEQUESTRO E PRISÕES

De acordo com a polícia, três jovens – que estavam com os que morreram e o ferido – conseguiram escapar. Um desses três que escaparam é um homem que foi sequestrado e colocado no porta-malas de um carro. O homem estava na ilha e foi pego por pessoas ligadas aos jovens mortos assim que chegou às margens porque desconfiaram que esse rapaz era uma espécie de X9.
"Dois estavam mais distantes, em extremidades, e não foram visualizados pelos homens que chegaram para o ataque. Um desses dois conseguiu ir embora e o jovem sequestrado, quando chegou na margem, foi capturado por amigos daqueles que morreram achando que ele era o x9", disse o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Alexandre Ramalho.
Quatro pessoas foram detidas por sequestrar o rapaz. A vítima estava no porta-malas de um carro e foi salva depois que uma equipe da Força Nacional visualizou uma mão ferida do lado de fora do carro. A situação chamou atenção dos militares, que abordaram o veículo na altura do bairro Itaquari, em Cariacica. No carro havia quatro ocupantes, a vítima no porta-malas e um revólver calibre 32 municiado.

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