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"Falso motoboy"

Polícia investiga golpe aplicado em clientes de bancos do ES

'Os criminosos ligam, falam que o cartão do cliente foi clonado, confirmam dados da vítima, pedem senha e simulam uma central de atendimento para ter acesso ao chip', informou a delegada Nicolle Castro

Publicado em 10 de Junho de 2020 às 16:36

Redação de A Gazeta

Publicado em 

10 jun 2020 às 16:36
Delegacia Especializada de Crimes de Defraudações e Falsificações (Defa)
Delegacia Especializada de Crimes de Defraudações e Falsificações (Defa) investiga novo golpe na praça Crédito: Polícia Civil / Divulgação
Uma ação criminosa que acabou sendo chamada de "golpe do falso motoboy" está sendo investigada pela Polícia Civil no Espírito Santo. De acordo com a delegada Nicolle Castro, titular da Delegacia Especializada de Defraudações, os suspeitos estariam recebendo informações privilegiadas sobre clientes de bancos e indo até suas residências como se fossem motoboys das agências bancárias. Chegando no local eles fazem a quebra dos cartões e levam o chip para obter dinheiro.
Segundo a delegada, os casos vêm se repetindo semanalmente. "Já são 10 ou 11 casos na Grande Vitória, principalmente em Vila Velha. As vítimas têm sido geralmente idosos. Os criminosos ligam, falam que o cartão do cliente foi clonado, confirmam dados da vítima, pedem senha e até simulam uma central de atendimento, com direito a musiquinha. Dizem que o cartão foi então cancelado e que o banco passará para receber. Assim mandam um motoboy", contou.
autoridade policial também informou que os suspeitos pedem para a vítima cortar o cartão pela metade, recolhem o que sobrou, dando aparência de credibilidade, e então usam o chip em cartões por eles clonados. "E assim eles vão gastando o dinheiro, resultando, em média, em um prejuízo entre R$ 7 mil e R$ 20 mil para cada vítima, em compras e gastos em farmácias, supermercados e na internet", explicou.
De acordo com Castro, tudo até o momento faz crer que há a formação de uma organização criminosa, com vários casos se repetindo da mesma forma. Nenhum suspeito foi preso até o momento.

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