A Polícia Civil prendeu quatro suspeitos de envolvimento em uma fraude milionária contra uma cooperativa de crédito do Sul do Espírito Santo durante a Operação Avaritia, realizada na quarta-feira (5). A ação também resultou na apreensão de três motos, dois carros (um Hyundai HB20 e um Volkswagen T-Cross), R$ 60 mil em dinheiro, além de celulares, notebooks, joias e documentos.
A Justiça determinou ainda o bloqueio de valores superiores a R$ 2 milhões nas contas bancárias dos investigados para garantir o ressarcimento dos prejuízos.
A operação teve como objetivo desarticular uma associação criminosa suspeita de aplicar fraudes eletrônicas contra a cooperativa. Uma mulher e três homens foram presos em Marataízes, no Litoral Sul do Espírito Santo.
Segundo a investigação da Polícia Civil, o grupo tinha uma atuação estruturada e foi identificado após a própria cooperativa denunciar o caso às autoridades. De acordo com a apuração, após os golpes, os suspeitos compravam bens e distribuíam os valores obtidos ilegalmente por meio de transferências bancárias.
O delegado de Marataízes, Thiago Viana, explicou que um dos investigados era funcionário da cooperativa e teria iniciado o esquema ao substituir as selfies vinculadas às contas de clientes pelas próprias imagens, permitindo a realização das fraudes.
Segundo o delegado, o crime continuou com a participação de outros dois suspeitos em sete novas ações. Depois, o funcionário teria liberado limites de Pix em centenas de transações, todas no valor de R$ 10 mil. “A cooperativa detectou as operações massivas em julho, fez a conferência e verificou que o crime ocorria desde janeiro deste ano”, afirmou Thiago Viana.
Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e ordens de busca e apreensão em imóveis de Marataízes e Cachoeiro de Itapemirim. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Guarapari.
Os presos vão responder pelos crimes de furto qualificado mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de capitais. Eles foram encaminhados ao sistema prisional.
A Polícia Civil informou que a investigação continua para identificar a possível participação de outros envolvidos. A ação contou com apoio da Delegacia Regional de Itapemirim, da Ronda Ostensiva Municipal (Romu) e do serviço de inteligência da Guarda Civil Municipal de Marataízes.
O nome da operação faz referência ao termo em latim avaritia, que significa ganância ou avareza. Segundo a corporação, a escolha está relacionada ao acúmulo e à ostentação de bens que teriam sido adquiridos ilegalmente pelos suspeitos em poucos meses.