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Entenda

Operação investiga relação de jogadores capixabas com traficante preso

David Corrêa, do Vasco, e Hayner Monjardim, do Vila Nova, foram alvos de buscas; investigação apura até onde vai a relação dos atletas com o criminoso Ruan de Freitas

Publicado em 01 de Setembro de 2026 às 07:33

Jaciele Simoura

Publicado em 

01 set 2026 às 07:33
Hayner William Monjardim Cordeiro e David Corrêa
Hayner William Monjardim Cordeiro e David Corrêa Redes Sociais

A operação “A Tropa”, realizada pela Polícia Civil do Espírito Santo na segunda-feira (31), investiga a relação de dois jogadores capixabas com o traficante Ruan de Freitas Camargo Cruz, apontado como executor de um assassinato no ES (leia mais abaixo os detalhes do crime). David Corrêa, atacante do Vasco da Gama, e Hayner William Monjardim Cordeiro, lateral-direito do Vila Nova, de Goiás, foram alvos de mandados de busca e apreensão durante a ação.


A investigação está sob segredo de Justiça e tramita na 4ª Vara Criminal da Serra. Além dos atletas e de Ruan, também foram alvos da operação Edson Vander da Silva Junior, Raphael Marim de Lima e Arildo Alves de Oliveira.


Segundo apurou o telejornal RJ2, da TV Globo, a ação deflagrada na segunda-feira é um desdobramento da prisão de Ruan e busca esclarecer até onde vai a relação dos jogadores com o traficante. Os três seriam amigos de infância e conterrâneos (Serra, na Grande Vitória). Durante a apuração, a Polícia Civil teria encontrado no celular de Ruan conversas entre ele e os dois atletas.


A Polícia Civil capixaba informou que dois dos mandados foram cumpridos contra alvos que estavam soltos. Um deles foi preso em flagrante por posse de arma de fogo. Outros dois mandados foram cumpridos contra indivíduos que já estavam no sistema prisional.


A Operação “A Tropa” busca avançar na apuração da atuação do grupo criminoso e esclarecer a possível participação e o nível de envolvimento dos demais investigados.


No Rio de Janeiro, policiais civis do Espírito Santo e do Rio foram até a casa de David, na Barra da Tijuca, na manhã de segunda-feira. Dois celulares do jogador foram apreendidos. Ele acompanhou as buscas e, posteriormente, esteve na 14ª Delegacia de Polícia (Leblon), mas não prestou depoimento. Segundo o RJ2, o atleta pediu que o interrogatório fosse realizado em uma nova data.


Os policiais também foram ao Centro de Treinamento do Vasco, em Jacarepaguá, onde foram recebidos por dirigentes do clube. O lateral-direito Hayner, que defende o Vila Nova, também teve o celular apreendido durante a operação, em Goiânia.

Celulares de jogadores foram apreendidos durante a operação A Tropa
Celulares de jogadores foram apreendidos durante a operação A Tropa Reprodução | TV Globo

Os clubes informaram que os jogadores demonstraram intenção de colaborar com as investigações. Em declaração ao RJ2, o diretor executivo de futebol do Vasco, Admar Lopes, afirmou que o clube está colaborando com as autoridades.


“O Vasco está colaborando com as autoridades e até haver uma resolução por parte das autoridades, o Vasco não vai fazer qualquer tipo de comentário. E dizer que o jogador continua a trabalhar normalmente.”


Segundo a nota divulgada pelo Vila Nova, os mandados de busca e apreensão contra Hayner foram cumpridos em Goiânia, na casa do atleta e no Centro de Treinamento Vila do Tigre, exclusivamente no seu armário pessoal, para averiguação.


O Vila afirmou que, segundo o próprio jogador, ele não possui qualquer envolvimento com atividades ilícitas.


"Hayner acredita que tenha sido incluído entre os alvos da medida judicial em razão de uma amizade de infância com um dos investigados por tráfico de drogas, que é oriundo da mesma comunidade onde o jogador cresceu, no Espírito Santo", disse o time goiano. 

A assessoria dos jogadores foi procurada pela reportagem na tarde de segunda-feira (31), mas não havia se manifestado até a última atualização. O espaço segue aberto para manifestações.

Apontado como executor de homicídio na Serra
Ruan de Freitas Camargo Cruz
Ruan de Freitas Camargo Cruz Polícia Civil

Ruan de Freitas Camargo Cruz está preso e é apontado pela Polícia Civil como um dos executores da morte de Wellington de Souza Lima, de 47 anos. O crime aconteceu em março de 2024 (veja vídeo abaixo), no bairro Parque Residencial Laranjeiras, na Serra.


Segundo as investigações, a ordem para matar Wellington teria partido de dentro de um presídio no Rio de Janeiro e sido transmitida aos executores por meio de uma videochamada. A vítima foi atingida durante um ataque ao veículo em que estava.


De acordo com a Polícia Civil do Espírito Santo, foram efetuados 79 disparos contra o carro, sendo que 27 atingiram Wellington.

A reportagem de A Gazeta também apurou que Ruan responde, juntamente com Edson Vander da Silva Junior, por uma tentativa de homicídio ocorrida em março de 2024, no bairro Novo Porto Canoa, também na Serra.


Segundo as investigações, os dois crimes estariam relacionados a desavenças envolvendo o tráfico de drogas.


Com informações do RJ2, da TV Globo

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