Duas mulheres foram presas suspeitas de aplicar o “golpe do falso emprego” em pelo menos três pessoas na Grande Vitória. Segundo a Polícia Civil, Allanis Mel, de 19 anos, e Angela Vitoria, de 24, faziam parte de um grupo criminoso que utilizava dados pessoais e biométricos das vítimas para financiar carros de luxo.
Uma das vítimas mora na Serra e teve os dados usados para contratar fraudulentamente um financiamento de uma BMW, no valor de R$ 247 mil. A dívida ficou registrada em nome dela.
De acordo com a Polícia Civil, as duas também são suspeitas de aplicar o golpe contra outras duas pessoas em Goiânia, Goiás. Elas foram presas naquele Estado entre os dias 21 e 22 de agosto.
O delegado Jonathan Lana, adjunto da Delegacia Especializada de Crimes de Defraudações e Falsificações (Defa), explicou que as investigadas seguiam o mesmo modo de atuação para obter os dados das vítimas.
“Com anúncios de falsas vagas de emprego e, sob o pretexto de realizar procedimentos necessários para a contratação, elas conseguiam obter fotografias do rosto e outros dados pessoais.”
Segundo o delegado, os dados eram utilizados posteriormente em fraudes. Para dar aparência de legitimidade ao processo seletivo, as vítimas eram direcionadas a escritórios usados como fachada pela organização criminosa.
Para alcançar mais pessoas, o grupo criminoso patrocinava anúncios em redes sociais com falsas oportunidades de trabalho. As principais vagas oferecidas eram para motoristas e entregadores.
Após demonstrarem interesse, os candidatos eram orientados a realizar um suposto procedimento de contratação ou cadastro admissional. Nesse momento, as investigadas conseguiam fotografias do rosto e outras informações pessoais.
A fraude foi descoberta após o registro de uma ocorrência de fraude eletrônica na Grande Vitória. Até o momento, a Polícia Civil identificou três vítimas no Espírito Santo e duas em Goiás, mas acredita que outras pessoas possam ter sido lesadas.
A Polícia Civil orienta a população a desconfiar de processos seletivos que exijam selfies, fotografias do rosto ou outros dados biométricos, principalmente quando a solicitação é feita por meio de aparelhos celulares de terceiros ou fora de canais institucionais oficiais.
A orientação é que pessoas que tenham passado por situação semelhante procurem uma unidade policial para registrar a ocorrência.