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Mulher é morta e companheira fica ferida em ataque a tiros em Vila Velha

Maria das Graças Souza Rodrigues, de 46 anos, morreu no meio da rua na manhã desta quinta-feira (13); a companheira dela foi levada ao hospital

Tempo de leitura: 3min
Publicado em 13/01/2022 às 12h30
Atualizado em 13/01/2022 às 16h02
Maria das Graças Souza Rodrigues, de 46 anos, morreu após ser baleada em Vila Velha
Maria das Graças Souza Rodrigues, de 46 anos, morreu após ser baleada em Vila Velha. Crédito: Arquivo Pessoal

Uma mulher foi morta a tiros e a companheira dela foi baleada nesta quinta-feira (13), em Vila Velha, na Grande Vitória. O crime aconteceu por volta das 7h, no bairro Dom João Batista. Maria das Graças Souza Rodrigues, de 46 anos, morreu no meio da Rua Mandacaru.

A outra vítima, companheira de Maria, foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), em Vitória.

Parentes de Maria das Graças disseram que ela e a mulher que sobreviveu formavam um casal e estavam juntas há cerca de 10 anos. Eles também contaram que Maria trabalhava como cozinheira, porém, durante a pandemia perdeu o emprego e começou a vender drogas.

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Pela manhã, de acordo com a Polícia Militar, que foi acionada para a ocorrência, ninguém conseguiu dizer a motivação do crime nem a autoria. A Polícia Civil investiga o crime.

SUSPEITA É DETIDA

Por volta das 13h30, a Polícia Militar informou que deteve uma mulher de 40 anos suspeita de ter praticado o ataque nesta manhã. "Ela tem as mesmas características passadas durante o atendimento da ocorrência e foi entregue a uma equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)", diz a nota. 

Já em entrevista exclusiva com a reportagem nesta quinta-feira (13), o soldado Cordeiro, da PM, atualizou que a mulher detida pode não ter sido a executora dos disparos, e que estava acompanhada por uma outra mulher, que seria a autora dos disparos.

"Tínhamos informações de que uma moça de cabelo vermelho teria praticado o crime. Fizemos o patrulhamento por volta das 10h no Aribiri, cerca de duas horas após o homicídio. Quando entramos no bairro, a suspeita estava próxima do local, encostada, conseguimos identificá-la. Fizemos algumas perguntas básicas, se tinha ficado sabendo do crime e ela já demonstrou nervosismo e começou a chorar", iniciou.

Na casa da mulher detida foram realizadas buscas e foi localizada uma pequena quantidade de crack, bem como R$ 331 provenientes do tráfico de drogas. "Ela mostrou bastante nervosismo o tempo todo e confirmou que teria traficado à noite com as duas vítimas, que também vendiam entorpecentes", continuou o soldado.

Ele afirmou, ainda, que a suspeita era quem guardava o dinheiro e as drogas. "Ela contou também que teve um problema com as duas, por terem roubado o dinheiro, e ela que era a responsável pela gerência financeira. Uma quarta moça, colega dela,  presenciou a discussão, pegou um revólver que estava com a detida, e atirou nas vítimas, saindo correndo com a arma", acrescentou.

Soldado Cordeiro

Polícia Militar

"Segundo a suspeita detida, as quatro mulheres estavam juntas. A primeira suspeita, que não será identificada, foi tirar satisfação sobre as drogas e o dinheiro que estava faltando e uma das vítimas, a Maria, deu um murro nela. A amiga viu a agressão na cara e saiu correndo, pegou o revólver, foi atrás das duas e atirou"

Segundo o soldado, Maria levou dois tiros, sendo um no braço direito e um do lado esquerdo da costela. Já a companheira, que foi socorrida, pode ter sido alvo de três disparos, sendo um no braço esquerdo. As duas moravam no local há cerca de 4 meses.

A vítima sobrevivente chegou a ser socorrida acordada. "Tivemos informações de que ela se encontra estável e teria falado com os investigadores, confirmando que não teria sido a detida a autora dos tiros. De qualquer forma, a conduzida também responderá pelo crime", finalizou.

Com informações do G1 ES

Atualização

13 de Janeiro de 2022 às 16:00

A Polícia Militar informou que deteve uma mulher, suspeita de ter matado Maria das Graças Souza Rodrigues. O texto foi atualizado e outras informações foram acidionadas no texto. 

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