Três integrantes de uma organização criminosa suspeita de envolvimento no assassinato do empresário capixaba Christiano Deorce Benedito, de 54 anos, foram presos em Cabo Frio, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. A operação foi realizada por policiais civis da Delegacia Antissequestro (DAS), que também localizaram os restos mortais da vítima e recuperaram a caminhonete roubada durante o crime.
As investigações começaram no dia 22 de outubro, após informações de inteligência da Polícia Civil do Espírito Santo sobre o desaparecimento do empresário do ramo de madeira. Ele era morador de Afonso Cláudio, na Região Serrana capixaba, e havia viajado ao município fluminense para realizar entregas comerciais.
Familiares chegaram a receber mensagens exigindo transferências via Pix em troca de sua libertação, levantando a suspeita inicial de que ele havia sido sequestrado. No entanto, a apuração da Polícia Civil do Rio revelou que Christiano foi atraído por criminosos e entregue a traficantes da comunidade de Aquarius, em Unamar. Segundo os investigadores, ele foi executado no dia 21 de outubro por motivação exclusivamente patrimonial.
De acordo com a polícia, os suspeitos pretendiam obter cerca de R$ 4 mil por meio de transferências bancárias forçadas e vender a caminhonete da vítima por aproximadamente R$ 40 mil. Durante as investigações, os agentes constataram que o grupo criou uma falsa narrativa de sequestro para tentar encobrir o homicídio.
Ainda no decorrer das diligências, duas mulheres foram
presas em flagrante por extorsão. Elas são apontadas como responsáveis por
disponibilizar uma conta bancária para o recebimento dos valores e enviar
mensagens aos familiares da vítima, simulando que o empresário estaria em cativeiro.
Na última quinta-feira (5), um homem apontado como coautor do crime foi preso em um hotel na cidade de Saquarema, também na Região dos Lagos do Rio. Conforme a polícia, ele confessou participação na ocultação do cadáver e indicou o local onde o corpo havia sido enterrado, em uma cova rasa, em um terreno em Unamar.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de latrocínio, ocultação de cadáver e extorsão. As investigações também identificaram a participação de um
adolescente no esquema criminoso, que poderá responder por atos infracionais análogos aos crimes investigados.