Procurado pela Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), um homem condenado por assassinato em Barra de São Francisco, Noroeste do Espírito Santo, foi preso em Lisboa (Portugal) no início de setembro. De acordo com os trâmites internacionais, ele precisa ser extraditado para o Brasil até o próximo dia 16.
A informação está em decisão do Juízo da 1ª Vara Criminal de Barra de São Francisco, onde relata que Paulo Alvaro Marques Cezário foi condenado à pena de 12 anos de reclusão em regime inicial fechado, em processo que transitou em julgado, ou seja, encerrou a fase de recursos no último dia 7 de agosto.
Com a medida, o seu mandado de prisão incluído na Difusão Vermelha da Interpol, instrumento que ajuda na localização de foragidos internacionais. É o caso de Paulo, que acabou sendo encontrado e preso em Lisboa, Portugal, em no dia 3 de setembro.
No dia seguinte foi submetido a audiência no Tribunal da Relação de Lisboa. De acordo com o texto judicial, Paulo “consentiu livremente com a sua entrega ao Brasil”, sendo homologada a sua extradição.
Para cumprir os trâmites internacionais, o Juízo de Barra de São Francisco oficiou a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) a informar para qual unidade prisional vai receber o detento. Determinou ainda que seja realizada uma nova audiência de custódia quando ele chegar ao Estado.
Em nota, a Sejus informou ter recebido a decisão e confirmou que o réu será encaminhado a uma unidade prisional. A data da extradição para o Brasil e da transferência para o Espírito Santo, no entanto, não foi informada.
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O crime
O assassinato aconteceu em agosto de 2021, no bairro Colina, em Barra de São Francisco. Paulo e outros dois acusados fizeram uma emboscada para a vítima Uéliton Lima de Oliveira, que foi atingido por diversos disparos de arma de fogo. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu posteriormente.
A motivação para o crime foi a disputa pelo tráfico de drogas local, e a preocupação de que a vítima teria se associado a um traficante que se encontrava preso na Bahia para a retomada do controle do tráfico em Colina.
A vítima foi atingida em várias partes do corpo. Chegou a prestar depoimento para a polícia, em vídeo, quando estava internado, momento em que identificou os acusados pelo crime. Uéliton morreu antes do júri popular. Segundo denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), ele foi surpresado quando andava desarmado.
A defesa de Paulo não foi localizada, mas o espaço segue aberto a eventuais manifestações.
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