A influenciadora digital Thayna da Rocha Endringer, e o marido, Flavio dos Santos Medina, são os dois presos durante a Operação Slots, deflagrada pela Polícia Federal na quarta-feira (15) no Espírito Santo e em outros cinco Estados. A informação foi apurada pela reportagem de A Gazeta.
O casal foi preso em Alphaville Jacuhy, na Serra, por força de mandados de prisão temporária. Segundo a Polícia Federal, os investigados são suspeitos de integrar um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas por meio de bets ilegais e empresas de fachada.
Além das prisões, a operação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão no Estado e em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Paraíba e Sergipe. Durante a ação, a Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores de até R$ 951,1 milhões, além do sequestro de um imóvel de alto padrão e de veículos de luxo.
Nas redes sociais, Thayna compartilhava registros de viagens internacionais para destinos como Suíça, Dubai, Paris, Londres e Roma. Em seu perfil, também publicava conteúdos promovendo plataformas de apostas on-line.
A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) confirmou que a influenciadora e o marido deram entrada no sistema prisional capixaba na quarta-feira (15).
Segundo a Polícia Federal, as investigações identificaram uma organização criminosa voltada à exploração clandestina de plataformas de apostas on-line. O grupo utilizaria influenciadores digitais para divulgar os sites irregulares e empresas intermediadoras de pagamento para receber, movimentar e distribuir os recursos obtidos com a atividade ilícita.
As diligências também apontaram uma evolução patrimonial considerada incompatível com a renda formalmente declarada pelos investigados, além da utilização de empresas com características de fachada para ocultar a origem dos valores.
De acordo com a PF, as plataformas divulgadas pelos investigados não possuíam autorização para funcionar no Brasil e utilizavam indevidamente símbolos do Sistema de Gestão de Apostas (Sigap), do Ministério da Fazenda, e do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), criando uma falsa aparência de regularidade.
Ainda conforme a investigação, os valores depositados pelos apostadores eram direcionados para empresas sem autorização para explorar a atividade.
O que diz a defesa
O advogado Douglas Luz, que faz a defesa do casal, afirmou que os dois não têm relação com o tráfico de drogas. "A investigação limita-se apenas a crimes de lavagem de capitais e de ordem tributária. O primeiro passo da defesa será pedir uma revogação da prisão temporária", declarou.