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Mortes na BR 101

Empresário Wagner Dondoni sai da cadeia após decisão do STJ

A decisão veio do ministro do STJ Sebastião Reis Junior, que concedeu liberdade irrestrita ao réu

Publicado em 14 de Fevereiro de 2020 às 20:09

Redação de A Gazeta

Publicado em 

14 fev 2020 às 20:09
Acidente na BR 101 que matou família do cabeleireiro Ronaldo Andrade. Acusado É Wagner dondoni Crédito: Gustavo Louzada / Arquivo A Gazeta
Após decisão liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o empresário Wagner Dondoni, condenado pela morte de três pessoas de uma mesma família em 2008, na BR 101, foi solto nesta sexta-feira (14), após emissão do alvará de soltura. A decisão veio do ministro relator do habeas corpus, Sebastião Reis Junior, que concedeu liberdade irrestrita ao réu. 
De acordo com informações da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), Dondoni deixou o presídio no início da noite desta sexta-feira (14). 
O empresário Dondoni, quando foi detido após provocar acidente com mortes Crédito: Gustavo Louzada | Arquivo | A Gazeta

RELEMBRE O CASO

Dondoni, segundo a Justiça, foi o responsável pela tragédia ocorrida na BR 101, em Viana, no dia 20 de abril de 2008, que destruiu a família do cabeleireiro Ronaldo Andrade. Ele, que é o único sobrevivente do carro atingido pelo empresário, perdeu a esposa Maria Sueli Costa Miranda, e os dois filhos, Rafael Scalfoni Andrade e Ronald Costa Andrade.
O acidente foi marcado pela colisão da caminhonete guiada pelo empresário com um carro dirigido pelo cabeleireiro, por volta de 7h da manhã. Ronaldo e a família seguiam para Guaçuí. Um exame de embriaguez detectou, à época, que Wagner teria dirigido sob influência de álcool.

A CONDENAÇÃO

Em novembro de 2018, dez anos após a tragédia, Dondoni foi condenado a 24 anos e 11 meses de prisão, em regime fechado. O empresário não compareceu ao julgamento, que durou quase 15 horas no Fórum de Viana, em que foi condenado pela maioria dos votos. Ele respondeu pelos crimes de homicídio simples por ter causado a morte de Maria Sueli, e os filhos dela, tentativa de homicídio, por Ronaldo Andrade, e uso de documentação falsa.
Chegada à Delegacia de Delitos de Trânsito do motorista Wagner José Dondoni de Oliveira Crédito: Gabriel Lordêllo/Arquivo A Gazeta
O promotor do Ministério Público do Espírito (MPES) Fábio Langa Dias explicou que a condenação do juiz apontou dolo eventual, quando o acusado não tem a intenção de cometer o crime. “Foi muito argumentado aqui que ele não queria praticar o crime, mas o comportamento dele desde a saída de Guarapari, até o desfecho do acidente é um comportamento de assumir os riscos de morte”, disse.
A condenação foi decretada pelo juiz que presidiu o Tribunal do Júri, no Fórum de Viana, Romilton Alves Vieira Júnior. "Pelo exposto, decreto a prisão do acusado Wagner José Dondoni, ostentando natureza de execução provisória da pena de prisão em razão da condenação pelo Tribunal do Júri, determinando, assim, que o réu condenado, após ser devidamente preso, se recolha à prisão, onde deverá permanecer se pretender recorrer. O réu, após devidamente preso, deverá ser conduzido à Unidade Prisional competente a fim de cumprir a prisão decorrente da condenação pelo Tribunal do Júri, com os alertas às autoridades que deverão adotar todas as providências para a segurança do réu", diz a sentença do juiz Romilton Alves.
Mas ele ficou foragido por quase 30 dias. Acabou se apresentando à Polícia civil em 30 de novembro de 2018, na presença de um advogado. Ele foi encaminhado para a Penitenciária de Segurança Média I, em Viana, para cumprimento da sentença.

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