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Estelionato em Vila Velha

Empresário investigado por golpe na venda de terrenos é preso no ES

Com o empresário, a polícia apreendeu um cheque de R$ 100 mil que, segundo a investigação, seria de uma das vítimas do esquema

Publicado em 17 de Julho de 2026 às 14:49

Jaciele Simoura

Publicado em 

17 jul 2026 às 14:49

Um empresário do ramo de energia foi preso suspeito de aplicar golpes na venda de terrenos em Vila Velha, na Grande Vitória. Segundo a Polícia Civil, Vinicius Pires da Silva Allazio é investigado por estelionato pela Divisão Especializada de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio (DERCCP) e foi preso em flagrante no dia 9 de julho em um loteamento irregular na Barra do Jucu.


De acordo com a investigação, Vinicius integra um grupo suspeito de comercializar terrenos pertencentes a terceiros utilizando documentos falsos em nome de uma empresa para dar aparência de legalidade às negociações. Com o empresário, a polícia apreendeu um cheque de R$ 100 mil que, segundo a investigação, seria de uma das vítimas do esquema.


Dois dias após a prisão, em audiência de custódia realizada no dia 11 de julho, a Justiça converteu o flagrante em prisão preventiva. A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) confirmou nesta sexta-feira (17) que Vinicius permanece preso.


A reportagem tenta localizar a defesa do empresário. O espaço segue aberto para manifestação. 

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"Investigação complexa"

Em documento obtido por A Gazetao Ministério Público do Espírito Santo (MPES) afirma que a investigação é complexa, envolve grande volume de documentos, múltiplas vítimas e a necessidade de analisar o conteúdo do telefone celular do empresário, apreendido no dia da prisão.


Os promotores defendem a quebra do sigilo para acessar os dados armazenados no aparelho, incluindo histórico de chamadas, mensagens de aplicativos como WhatsApp, e-mails, agenda de contatos e registros financeiros. 


Segundo o MPES, a medida tem como objetivo identificar possíveis coautores, esclarecer a estrutura do suposto esquema criminoso e rastrear a movimentação das vantagens financeiras obtidas com as negociações.


O Ministério Público também pediu autorização para compartilhar as provas produzidas neste inquérito com a Delegacia Especializada de Defraudações (Defa) e outras unidades policiais que investigam possíveis crimes semelhantes envolvendo o empresário.


Procurada pela reportagem, a Polícia Civil informou apenas que divulgará mais detalhes sobre o caso em "momento oportuno".

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