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Polícia investiga

Creche na Serra onde bebê morreu não tem autorização para funcionar

Bernardo tinha um ano e 10 meses de vida. Segundo a família, menino engasgou enquanto dormia

Publicado em 20 de Setembro de 2023 às 16:26

Mikaella Mozer

Publicado em 

20 set 2023 às 16:26
Bernardo Pereira
Bernardo Pereira em um dos locais de recreação da creche Crédito: Arquivo da família
O Espaço Cantinho do Nenê, onde Bernardo Pereira, de 1 ano e 10 meses, morreu engasgado nesta terça-feira (19), não tem autorização para funcionar. A informação é da Prefeitura da Serra que explicou ainda não ter nenhum processo de autorização de funcionamento em aberto para o local.
A administração central do município disse que vai enviar uma equipe da Vigilância Sanitária ao espaço para fiscalizar e adotar as medidas sanitárias cabíveis. Foi ressaltado ainda que conta com o apoio da população para a realização de denúncias.
Para abertura de um estabelecimento de ensino no município é necessário solicitar o alvará de funcionamento junto à Secretaria da Fazenda, informando as atividades que serão desenvolvidas, e alvará sanitário junto à Vigilância Sanitária.
Durante o processo é  necessário protocolar 20 documentos ao pedido de funcionamento, segundo a prefeitura. Assim, é iniciado o processo de vistoria para, em seguida, analisar a autorização. As regras seguem a resolução CMES 177/2012, da  Secretaria de Educação (Sedu), por meio do Conselho Municipal de Educação. Nenhum desses procedimentos foi encontrado relacionado ao Espaço Cantinho do Nenê.
A reportagem tentou contato com a proprietária da creche, mas as ligações não foram atendidas. O espaço segue aberto. 

Morreu enquanto dormia

Bernardo Pereira morreu enquando dormia em uma creche na Serra, nesta terça-feira (19). Segundo Breno Freitas, pai da criança, a cuidadora demorou a verificar como o filho estava.
Em conversa com a reportagem de A Gazeta, Hellen Braga, madrinha de Bernardo, informou que a família está revoltada com as atitudes da cuidadora. Segundo a representante comercial, a mulher não pediu ajuda a ninguém do entorno. “A Islaine (mãe de Bernardo) trabalha em Laranjeiras e ela (cuidadora) esperou a mãe chegar em Serra Dourada para chamar o Samu. A creche está em frente a uma academia e perto de quatro farmácias. Como ela não pediu ajuda? É negligência”, desabafou.
Hellen contou ainda que outras dez crianças também passavam o dia no local e somente duas pessoas são responsáveis por todos elas.

Protesto

Amigos, parentes e moradores fizeram um protesto em frente à creche  na tarde desta quarta-feira (20). No local, os manifestantes pediram justiça e um pronunciamento da dona do local. O sepultamento de Bernardo aconteceu na manhã desta quarta , três horas antes do planejado, pois os pais não estavam em condições de permanecer por mais tempo, segundo a madrinha.

Polícia investiga

A Polícia Civil informou que o fato será investigado por meio da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra.

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