Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Mistério

Caso de diarista encontrada em cova rasa no ES completa um ano ainda sem solução

O crime, marcado por sinais de violência e crueldade, ainda não teve prisões nem esclarecimento sobre autoria ou motivação

Publicado em 30 de Abril de 2026 às 11:33

Júlia Afonso

Publicado em 

30 abr 2026 às 11:33
Iraci de Souza Teixeira, conhecida como Graça, desapareceu na manhã do dia 26 de abril Acervo familiar

Um ano após o crime, o assassinato da diarista Iraci de Souza Teixeira, de 66 anos, ainda não teve desfecho. Ela desapareceu no dia 26 de abril de 2025, após sair de casa para caminhar, e foi encontrada morta cinco dias depois, com sinais de violência, no bairro Vale Encantado, em Vila Velha. Até hoje, não há suspeitos presos nem respostas para a família.


Procurada, a Polícia Civil informou que o caso ainda se encontra em apuração pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM) e que, em razão do sigilo das investigações, outros detalhes não serão repassados neste momento. 


"As equipes seguem trabalhando de forma comprometida para esclarecer os fatos e oferecer respostas aos familiares. Informações e denúncias podem ser repassadas de maneira anônima por meio do Disque-Denúncia 181", disse a corporação. 


Laudo Médico

Quando o caso completou quatro meses, a repórter Priciele Venturini, da TV Gazeta, apurou que o laudo do médico legista apontou a causa da morte como indeterminada. O documento também constatou que não houve violência sexual e que, embora o corpo apresentasse hematomas, não foram identificados traumas ou lesões graves capazes de provocar a morte. 


Devido ao avançado estado de decomposição em que o corpo foi encontrado, não foi possível realizar exames toxicológicos que indicassem um possível envenenamento. A família ainda espera por respostas.

Relmbre o caso

Iraci saiu de casa para caminhar por volta das 8h15 do dia 26 de abril para realizar o percurso que costumava fazer todos os sábados, conhecido como "Reta do Vale" — nas proximidades da Escola Municipal Joffre Fraga, em Vale Encantado. Uma câmera de segurança flagrou a mulher deixando o prédio. Depois disso, a diarista não foi mais vista.

Corpo encontrado

No dia 1º de maio, o corpo de Iraci foi localizado por amigos da família em um terreno no final da Rua Monte Sinai, também em Vale Encantado, nas proximidades da Rodovia Leste Oeste. "Não esperava encontrar uma cena tão pesada. Uma cena de terror. Fico preocupado até na hora de dormir porque não é uma cena que você vai esquecer de uma hora para a outra", relatou, na época, um dos voluntários que participou das buscas.

Requintes de crueldade

O corpo estava em uma cova rasa, com mãos e pés amarrados e havia sinais de violência. NA época, o então delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo, José Darcy Arruda, disse que o crime foi cometido com requintes de crueldade. "É alguém que não queria que fosse descoberto, por isso enterrou a vítima", detalhou. 

Homem preso com arma

No mesmo dia em que o corpo de Iraci foi encontrado, um homem foi preso com uma arma nas proximidades da casa onde a vítima morava, também em Vale Encantado. Na ocasião, o delegado Luiz Gustavo Ximenes disse que a polícia estava investigando se esse suspeito tinha relação com o assassinato da diarista. 

“Ele foi autuado por porte ilegal de arma de fogo. Estão sendo realizados levantamentos para ver a participação desse indivíduo, se ele realmente participou desse crime. Estamos analisando as câmeras de monitoramento e também aguardando o laudo cadavérico para verificar as lesões, se foram praticadas com arma branca”, afirmou em entrevista à TV Gazeta, na época.


O delegado-geral da PC afirmou que, no momento em que foi preso, o homem não tinha condições de prestar depoimento. “A pessoa estava totalmente alcoolizada, entorpecida, cheia de fezes, com falas desconexas. Aguardamos até a madrugada e a interrogamos. Ele nega veementemente, diz que não conhecia (a vítima). Mas isso não está descartado. Vamos buscar todas as informações”, explicou Arruda à época.


Como denunciar

Informações que possam contribuir com o trabalho da polícia podem ser repassadas, de forma anônima, por meio do Disque-Denúncia 181. Quem preferir, pode denunciar pela internet.

Leia Mais Sobre o Caso 

Corpo de empregada doméstica que estava desaparecida é encontrado em Vila Velha

Polícia investiga preso com arma perto da casa de diarista morta em Vila Velha

Diarista foi morta em Vila Velha com requinte de crueldade, diz delegado

Diarista morta em Vila Velha: protesto pede por justiça e segurança em rodovia

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Durante as buscas, os policiais federais apreenderam o aparelho celular e o computador do investigado
PF prende morador de Itapemirim por crimes sexuais infantojuvenis
Policial civil se envolve em confusão e mulher é baleada em distribuidora na Serra
Confusão envolvendo policial e amigo termina com mulher baleada na Serra
Imagem de destaque
Finanças em maio: veja o que cada signo pode esperar do dinheiro

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados