Repórter / [email protected]
Publicado em 2 de agosto de 2022 às 11:13
Muitos barulhos de tiros e fogos foram escutados por moradores de bairros de Vitória durante a manhã desta terça-feira (2). Os registros foram feitos após a Polícia Militar anunciar que estava fazendo operações em vários bairros da Capital, como Cruzamento, Alagoano, Cabral, Piedade, Morro do Macaco, entre outros.>
Em vídeo divulgado, o sargento Edney, da PM, afirma que o patrulhamento da Força Tática do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM) começou pelo Morro do Cruzamento e que, em seguida, as equipes iriam se deslocar para as outras comunidades de Vitória. O Batalhão de Missões Especiais também participou da operação.>
Em um áudio enviado à reportagem de A Gazeta é possível ouvir vários barulhos de tiros. O áudio foi registrado por um morador do bairro Ilha de Santa Maria, que fica na mesma região da Capital onde ocorreu a operação. É possível escutar várias rajadas de disparos. Ouça abaixo:>
Em entrevista à jornalista Fernanda Queiroz, da Rádio CBN Vitória, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Douglas Caus, explicou que policiais militares atuaram na operação durante a noite desta segunda (1) e a madrugada desta terça-feira (2). Segundo o coronel, os tiroteios registrados na manhã desta terça-feira são reflexo de uma disputa de facções rivais.>
>
"É uma expansão do domínio do tráfico de drogas. Criminosos do Romão rivalizando com o Forte São João, que possuem vínculos com a ‘Família Capixaba’, ligado ao Morro do Quiabo, em Cariacica, que frequentemente tem tentado dominar a região do bairro Cruzamento. Então, criminosos do Cruzamento são do Primeiro Comando de Vitória. E, com apoio de criminosos do Santos Dumont, fazem resistência à tentativa de expansão dos rivais", argumentou.>
Douglas Caus ainda citou que essa disputa territorial acontece em várias regiões da Grande Vitória. Ele reforçou também que a importância dessas disputas para os traficantes é poder controlar mais pontos de vendas de drogas e, assim, conseguir mais dinheiro com venda de entorpecentes.>
Douglas Caus
Comandante-geral da Polícia Militar do ES"É uma guerra entre duas facções, Família Capixaba e o Primeiro Comando de Vitória. Eles estão disputando não só essa região, mas outras regiões importantes. O Morro do Cabral está rivalizando com o Alagoano e com a Piedade, guerra entre a Família Capixaba e o Primeiro Comando de Vitória. São áreas onde a disputa territorial pelo tráfico de drogas se dá entre duas facções aqui da Grande Vitória", completou.>
Em nota, a Polícia Militar divulgou que, durante a noite desta segunda (2) e madrugada desta terça-feira (1), fez operações de saturação em comunidades nas quais há disputas territoriais pelo tráfico de drogas, como é o caso de Alagoano, Cabral, Piedade, Morro do Macaco, Cruzamento, Forte São João, entre outros.>
"Policiais do 1º BPM (Rádio patrulha e Força Tática), BME (Batalhão de Missões Especiais), BAC (Batalhão de Ações com Cães) e 12ª Cia Independente atuaram na região nesta noite, em um total de cerca de 45 militares", acrescentou a corporação. Armas, drogas e munições foram encontradas e um adolescente de 16 anos foi apreendido. Veja, abaixo, os principais registros:>
Em entrevista à repórter Gabriela Martins, da TV Gazeta, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, prometeu intensificar as ações da Guarda Municipal para tentar diminuir o número de tiroteios e ataques que vêm acontecendo em bairros da Capital.>
"Nós continuaremos intensificando as nossas blitzes, ações da Romu, da Guarda Municipal, realizando pontos de abordagem em conjunto com as forças estaduais e, principalmente, com ações de inteligência. Nosso objetivo é fortalecer a atuação do nosso homem na rua e isso faz com que ele tenha sucesso na abordagem, na prisão, na retirada de armas de fogo e, principalmente, para que a gente possa construir um ambiente de pacificação social", disse o prefeito.>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta