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Polícia Civil afirma que as investigações sobre o caso continuam na Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha e destaca que a motivação do crime ainda está sendo investigada.
Questionada se após as prisões e com mais de dois anos de investigação o mandante foi localizado, a corporação afirmou que o indivíduo sequer foi identificado. A nota da corporação alegou ainda que “para que a apuração seja preservada, nenhuma outra informação será repassada”.
O policial militar da reserva e assessor de gabinete do Capitão Assumção (PL)
foi morto a tiros em uma padaria de Itapoã, em Vila Velha, no dia 7 de julho de 2020. Moradores relataram ter ouvido mais de cinco disparos de arma de fogo. Testemunhas disseram ainda que o crime teria sido cometido por indivíduos que passaram em um carro preto.
Em outubro daquele mesmo ano, quando anunciou as prisões dos suspeitos, o delegado Tarik Souki, contou como se deu a dinâmica do crime. Segundo ele, os assassinos disseram que contratariam serviços advocatícios de Morandi. Pensando que atenderia cliente, ele foi à padaria.
"Os assassinos pararam o veículo, observaram e identificaram a vítima. Saíram do veículo, que ficou parado um pouco mais a frente. Os dois assassinos desembarcaram e foram em direção à padaria e o motorista deu a volta no quarteirão", disse Tarik, à época.
O delegado complementou dizendo que, enquanto o motorista manobrava, os assassinos entraram armados no estabelecimento, executaram a vítima e fugiram em um Toyota Corolla. Em seguida, o carro foi incendiado na Rodovia Leste-Oeste, em Cariacica.
Mário André do Carmo Morandi foi admitido no gabinete do deputado Capitão Assumção (PL) no dia 12 de fevereiro de 2019 e trabalhava em regime comissionado, segundo o site da Transparência da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales).