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Crime brutal

'Abracei aquele infeliz', diz irmã de jovem morta a facadas em Vitória

A médica veterinária Letícia Rocha Kurth, irmã da jovem assassinada em apartamento no ES, disse que elas eram muito próximas e de família unida: "A gente lutaria até o fim para tirar ela das mãos de um assassino"

Publicado em 19 de Maio de 2023 às 17:33

Redação de A Gazeta

Publicado em 

19 mai 2023 às 17:33
Médica veterinária Letícia Rocha Kurth, 27 anos, e a irmã, Ana Carolina Rocha Kurth, 24, morta a facadas em Vitória
Médica veterinária Letícia Rocha Kurth, 27 anos, e a irmã, Ana Carolina Rocha Kurth, 24, morta a facadas em Vitória Crédito: Acervo Pessoal
A médica veterinária Letícia Rocha Kurth, de 27 anos, irmã da Ana Carolina Rocha Kurth, de 24 anos, morta a facadas dentro de um apartamento no Centro de Vitória, disse que soube do assassinato da irmã pela mãe de Matheus Stein Pinheiro, 24 anos, apontado pela polícia como principal suspeito do crime.
"Estava com a família do meu namorado no momento. Outras pessoas me ligaram e, como eu tinha o telefone do pai do assassino, retornei e eles me ligaram de volta."
"Ela [mãe de Matheus] estava exaltada, bem nervosa. Foi direto ao ponto e disse: 'Matheus matou a sua irmã'. Mas eu não queria acreditar. Entrei em desespero na hora"
Letícia Rocha Kurth - Irmã da vítima
Assim como o primo, o tenente médico do Exército Daniel Rocha, Letícia disse que nunca desconfiou do cunhado.
"Ele tinha sempre muito carinho com ela, abraçava ela o tempo todo e estava sempre ao lado. Eu abracei aquele infeliz. Nunca imaginei. Ele foi o primeiro namorado dela, isso infelizmente atrapalhou muito. A gente não percebeu e sofre muito por não ter feito nada. Ela era a caçula da família e a gente está sempre cuidando um do outro. A gente lutaria até o fim para tirar ela das mãos de um assassino. Eu morreria pela minha irmã", disse Letícia.
A jovem disse ainda que ela e a família viram Matheus e os pais poucas vezes antes de a irmã ser assassinada, e que só soube que a irmã estava morando com o jovem quando ela já tinha se mudado.
"Tivemos contato com a família duas vezes. Ela falou quando já tinha mudado. Falou pra nossa família que estava arrumando a casinha pra receber a gente com tudo arrumadinho. Queria fazer uma surpresa. Era muito sonhadora, uma menina muito pura. Ela era puro amor. Todos que a conheceram viram a bondade que ela tinha, o amor e o carinho que ela tinha pelas pessoas. Meus pais estão em estado de choque. Ela era a princesinha da minha mãe", disse Letícia.

Irmãs vieram do interior

Letícia disse que ela e Ana Carolina tem uma irmã mais velha de 39 anos. As duas irmãs mais novas vieram do interior, de Santa Maria de Jetibá, ainda crianças para estudar em Vitória e foram criadas pela tia Tânia Madalena Rocha, que fez um relato emocionado sobre a jovem durante o enterro.
Além da semelhança física, as duas irmãs também faziam aniversário em datas muito próximas. Letícia no dia 20 e Ana Carolina em 23 de junho.
As irmãs começaram a faculdade de Medicina Veterinária juntas e, como são muito parecidas, chegavam a ser confundidas pelos colegas. Apenas Letícia terminou a faculdade porque Ana Carolina trancou os estudos.
"A gente era da mesma sala. Chamavam a gente de gêmeas. A gente sempre ficou muito juntinha. Com o tempo, ela resolveu fazer as coisinhas dela e trancou a faculdade provisoriamente. Ela falou pra mim que estava pensando em fazer Fisioterapia. Gostava muito de ajudar as pessoas, acredito que seja por isso"
Letícia Rocha Kurth - Irmã da vítima
Letícia contou que a família, que é muito unida, contratou um advogado para acompanhar o caso de perto, mas como não tem condições financeiras para arcar com os custos, amigos e familiares estão ajudando como podem.
Muitas pessoas que se sensibilizaram com o caso também estão ajudando por meio de contato pela internet e redes sociais. 
"A gente contratou um advogado. Vamos lutar por justiça, lutar por ela, por tantas meninas, moças, mulheres que podem vir a sofrer. Agradeço imensamente as mensagens de carinho. As pessoas estão ajudando muito. Minha família realmente precisa pedir ajuda para custear tudo da melhor forma. A gente quer justiça", finalizou Letícia.
Neste domingo (21), amigos e familiares participarão da missa de sétimo dia de Ana Carolina em uma igreja de Vitória.
Com informações de Fabiana Oliveira, do g1 ES.

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