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Coronavírus

Após fala de Casagrande, TJ reafirma que não há mudança para presos do ES

Mais de 3 mil detentos poderiam terminar o regime em casa, mas órgão nega adotar tal medida no Estado. A decisão cabe somente ao Judiciário

Publicado em 17 de Março de 2020 às 19:50

Redação de A Gazeta

Publicado em 

17 mar 2020 às 19:50
Possível medida mencionada pelo governador Renato Casagrande (PSB) beneficiaria presos em regime semiaberto Crédito: Divulgação
Em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (17), o governador Renato Casagrande (PSB) afirmou que presos do Espírito Santo poderiam terminar de cumprir a pena em casa – como uma medida para prevenir a transmissão do novo coronavírus (Covid-19). A estimativa seria atender em torno de 3,5 mil detentos. No entanto, a decisão cabe ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), que negou, até o momento, que haja avaliação de mudança.
“Sugerimos ao Judiciário que os presos do semiaberto migrem para o regime domiciliar. O preso passaria a ser monitorado por tornozeleira. Também seriam atendidos os presos vulneráveis, tudo isso como forma de diminuir o risco de contágio dentro do sistema prisional",  aponta Casagrande.
O governador disse ainda que o sistema prisional é um local que pode facilitar a disseminação do vírus e que, por isso, é recomendável que as famílias não realizem visitas durante esse período mais crítico. "Ainda não é uma determinação, é uma recomendação", ressalta. 
Após fala de Casagrande, TJ reafirma que não há mudança para presos do ES
O secretário estadual da Justiça, Luiz Carlos Cruz, acrescenta que a prisão domiciliar seria monitorada e o detento que, eventualmente, descumprisse as normas retornaria ao regime fechado. No sistema, são 3,5 mil presos no semiaberto ou com vulnerabilidade de saúde,  como tuberculose e HIV, que poderiam cumprir a pena em casa e reduzir os riscos de contaminação nos presídios. 
Procurado por A Gazeta, o TJES garantiu que “até o momento, não há nenhuma deliberação nesse sentido”. Posicionamento semelhante já havia sido divulgado antes do pronunciamento do governador, em relação à adoção de medidas já previstas em Minas Gerais, que suavizam o cumprimento de penas e pedem a reavaliação de prisões preventivas.
A instituição voltou a afirmar que permanece mobilizada e em estado de alerta para o impacto do novo coronavírus nos presídios. Na noite desta terça-feira (17), a Secretaria Estadual de Justiça (Sejus) também ratificou que segue os protocolos da Secretaria de Saúde (Sesa) e que não há qualquer caso confirmado do Covid-19 no sistema prisional capixaba.

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