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Dados da Pnad

Renda média no Brasil cresce mais que a da população do ES

O rendimento médio habitual de todas as atividades no Espírito Santo e no país, referente à 2025, foi divulgado pelo IBGE, nesta sexta-feira (8)

Publicado em 08 de Maio de 2026 às 17:27

Leticia Orlandi

Publicado em 

08 mai 2026 às 17:27
Renda dos capixabas cresce, mas o rendimento médio dos brasileiros subiu mais em 2025. Pixabay

A renda média dos trabalhadores brasileiros cresceu mais do que a dos moradores do Espírito Santo em 2025. O rendimento médio habitual de todas as atividades dos capixabas foi de R$ 3.320, um aumento de 1,4% em relação ao período anterior. 


Já o resultado considerando a população de todo o Brasil ficou em R$ 3.367 no ano passado, 5,4% acima do registrado em 2024 e o maior valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012. 


Dessa forma, a média nacional de rendimento é superior à do Espírito Santo. No levantamento anterior, o rendimento dos capixabas foi superior à média do Brasil. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (8).


O Estado tem o 11° maior rendimento médio per capita do país, com R$ 2.209, tendo queda de duas posições em relação ao ano passado. A primeira colocação é do Distrito Federal (R$ 4.401), seguida por São Paulo (R$ 2.862).


Já o rendimento médio mensal real habitualmente recebido de todos os trabalhos (calculado para as pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência) chegou a R$ 3.497, alta de 4% em relação ao ano anterior.


Considerando o rendimento médio proveniente de outras fontes, o resultado no Estado foi de R$ 2.082. Dentre todas as categorias que compõem o rendimento proveniente de outras fontes, o item aposentadoria e pensão foi o que apresentou o maior valor médio (R$ 2.455).


Concentração de renda

No Espírito Santo, a massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita totalizou R$ 9,1 bilhões em 2025, 2,8% maior do que o estimado para 2024, cujo valor foi de R$ 8,9 bilhões. 


A parcela dos 10% com os menores rendimentos da população detinha 1,4% da massa, enquanto os 10% com os maiores rendimentos concentravam 38,1%. Além disso, cabe destacar que este último grupo possuía uma parcela da massa de rendimento superior à dos 70% da população com os menores rendimentos (35,5%).

Desigualdade

Os indicadores de desigualdade mostraram estabilidade relativa em 2025. O índice de Gini do rendimento domiciliar per capita foi estimado em 0,48, valor igual ao de 2024 e abaixo dos patamares observados nos dois anos que precederam a pandemia, quando tal indicador atingiu o máximo da série (0,518). Nesse ranking, o Estado é o 11° menos desigual no país.


Já o índice de Gini do rendimento médio mensal do trabalho apresentou leve variação, saindo de 0,466 em 2024 para 0,454 em 2025, o quinto menor do país.

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