Entenda o suposto esquema fraudulento no Sul do ES
A empresa: empresa investigada ofertava supostas cotas de consórcios de companhias conhecidas que têm autorização do Banco Central.
Consórcios: A firma suspeita fazia contratos com os investidores prometendo lucratividade com as operações de consórcios.
Lucro de 50%: O lucro inicialmente prometido chegava a 50% do valor aplicado. Ou seja, se o consumidor colocava R$ 100 mil era garantido um retorno de R$ 50 mil, além do depósito inicial. Após um tempo, a rentabilidade caiu para 20%, embora ainda seja acima do valor de mercado.
Comissão: Ao vender o consórcio para a empresa, em um trabalho de intermediação, a firma suspeita recebia uma comissão da emissora do título de consórcio.
Quebra de contrato: Após o aporte inicial do consumidor e de receber a comissão, o contrato da firma suspeita com a empresa de consórcio era quebrado e o pagamento das parcelas, suspenso.
Poder sobre o dinheiro: Os depósitos dos consumidores eram mantidos nas mãos da suposta associação criminosa que pode ter movimentado R$ 68 milhões desde outubro de 2019, quando a firma foi constituída.
Esquema Ponzi: As autoridades apuram o esquema Ponzi, um tipo de pirâmide financeira sofisticada, que ocorre quando o valor do investimento de uma pessoa é usado para pagar a rentabilidade de outra que ingressou no negócio anteriormente.
Vítimas: As autoridades não sabem quantas vítimas saíram no prejuízo com o esquema, que fechou mais de 800 contratos. Além dos consumidores, suspeita-se que as empresas de consórcio também foram prejudicadas.