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Está mais salgado

Preço do gás chega a R$ 78 com mais famílias cozinhando em casa

Mesmo com a redução do custo do combustível nas refinarias, o botijão está ficando mais caro no Estado. Distribuidores dizem que há escassez de produto para atender a toda a demanda

Publicado em 12 de Abril de 2020 às 14:16

Redação de A Gazeta

Publicado em 

12 abr 2020 às 14:16
Gás de botijão residencial aumenta para as distribuidoras
Preço do botijão de gás aumenta  Crédito: Marcello Casal/Agência Brasil
O preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) vendido em botijões de 13 kg, o famoso gás de cozinha, vem subindo nos últimos dias. A alta ocorre justamente em um momento de desvalorização internacional do petróleo. Com isso, enquanto a gasolina fica mais em conta, esse item básico às famílias faz o oposto devido à crise causada pela pandemia do coronavírus (Covid-19). Com mais gente em casa, cozinhando, o produto ficou mais escasso no mercado, provocando uma alta no valor de mercado.
No Espírito Santo, de janeiro a março deste ano, o gás de cozinha, ficou em média 2,37% mais caro. Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), na semana do dia 5 ao dia 11 de janeiro, o botijão de 13 kg era comercializado, em média, a R$ 65,18. Já entre os dias 29 de março e 4 de abril o valor médio subiu para R$ 66,79.  Mas, de acordo com revendedores, o preço da botija pode ser encontrada por até R$ 78 na Grande Vitória.
No acumulado do trimestre, o município da Serra foi o que registrou o maior aumento médio. Na primeira semana do ano, a botija saia, em média, a R$ 62,90. Enquanto na última semana de março, chegou a 68,23. Uma diferença percentual de preço de 8,47%.
A alta média do botijão capixaba (2,37%) foi muito superior a nacional. Em todo o país, nos primeiros três meses do ano, o gás de cozinha ficou, em média, 0,28% mais caro.
De acordo com a Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, há escassez de gás de cozinha em sete estados brasileiros e no Distrito Federal, diante de uma maior demanda em meio à pandemia do coronavírus. A informação é do presidente da entidade,  Alexandre Borjaili.
Segundo ele, o abastecimento do chamado Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) está comprometido no Espírito Santo, além de Bahia, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.
Ele comentou ainda que há indicações de que o governo e a Petrobras, responsável pelo abastecimento de GLP no Brasil, não estavam preparados para o aumento da demanda do produto.

BOTIJÃO DE GÁS ESTÁ SUBINDO MESMO COM PETRÓLEO EM BAIXA

O aumento do valor da botija de gás vêm na contramão do que está acontecendo com o petróleo no mercado internacional.  O preço da commodity já despencou quase 50% neste ano. No Estado, o preço da gasolina comum, derivado do petróleo, teve redução média de 11%. Na primeira semana de janeiro, ela era comercializada a R$ 4,69, já na última semana de março a R$ 4,17 (preço médio).  

PORQUE O PREÇO DO GÁS AUMENTOU?

Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o consumo de gás de cozinha aumentou 23% no país devido ao isolamento social exigido para o enfrentamento da epidemia do novo coronavírus. Com mais pessoas em casa, as refeições feitas dentro do lar aumentaram e, com isso, o consumo de gás doméstico. Além disso, as pessoas também passaram a estocar botijões o que agravou o quadro.
Diversas regiões do país têm registrado falta do produto nos últimos dias. O retrato não está muito distante do que acontece no Estado, alguns municípios já registram falta pontuais. Além disso, as reclamações com relação ao aumento dos preços crescem.
Segundo o MME, entre as medidas que serão adotadas para normalizar o abastecimento, estão a importação de 27,4 milhões de botijões pela Petrobras. O ministério ainda afirmou que a estatal ainda reativou um duto que liga as cidades de Santos a Mauá, em São Paulo. Com isso, o produto vai ser levado com mais rapidez para as capitais e para o interior do país.
Ainda de acordo com o ministério, os distribuidores estão recebendo os botijões sem interrupções. Além disso, a passagem de veículos que transportam o produto foi garantido pelo governo federal, Estados e municípios.

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