Qual será o futuro do edifício-sede dos Correios, no Centro de Vitória? Virar ponto cultural, espaço de pesquisa, restaurante ou biblioteca? Fechado no último dia 30 de setembro, junto com mais quatro agências do Espírito Santo, o prédio está na lista de imóveis estratégicos para preservação, sendo de interesse da estatal que continuem com seu uso.
Os Correios reconheceram a relevância histórica e arquitetônica do edifício, também chamado de Agência Central, por meio de nota, e destacaram que o imóvel não possui tombamento em nenhuma esfera da administração pública. Explicaram, ainda, que a desocupação do prédio faz parte das ações previstas no Plano de Reestruturação da empresa, e que, atualmente, está prevista a alienação do imóvel, ainda sem informações sobre como será esse processo.
Entre as opções oferecidas pelos documentos do Patrimônio Histórico Arquitetônico dos Correios (PHAC) está o uso do espaço como centro cultural, museu, espaço para exposições, biblioteca, arquivo, café ou restaurante – desde que a gastronomia combine com eventos culturais. Nesse e nos demais casos, a orientação é preservar o imóvel como ambiente que valorize a história e a cultura.
O prédio, seguindo as diretrizes dos Correios, também pode ser aproveitado como espaço educacional, centro de pesquisa, ateliês e residências artísticas. Além de atração turística responsável, sempre sem comprometer a integridade do patrimônio.
Independentemente do uso escolhido, os documentos do PHAC reforçam que é fundamental garantir que qualquer intervenção ou adaptação a ser feita no prédio, para atender sua nova funcionalidade, respeite a autenticidade do imóvel histórico, seguindo
diretrizes de restauração adequadas e buscando preservar as características originais
sempre que possível.
E em nenhuma parte desses documentos referentes ao Patrimônio Histórico Arquitetônico dos Correios aparece a possibilidade de venda da propriedade. Porém, a estatal divulgou, por meio de nota, que está prevista a alienação do imóvel, dentro do planejamento atual da empresa, e que novas informações sobre o processo poderão ser divulgadas oportunamente.
Os Correios informaram, ainda, que a desocupação do edifício-sede integra as ações previstas no Plano de Reestruturação da estatal, voltado ao fortalecimento de sua sustentabilidade financeira. E explicaram que o fechamento da Agência Central foi motivado pela ociosidade do ativo, bem como pelos elevados custos de manutenção e adequação do espaço.
6
agências dos Correios
foram fechadas, em 2026, no Espírito Santo.
Junto com o edifício-sede, ainda foram finalizadas as atividades em mais quatro agências, no dia 30 de setembro.
Nacionalmente, o PHAC é composto por 584 imóveis, sendo 105 tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e por outros órgãos de preservação estadual e municipal. O guia reúne os imóveis que integram o inventário, identificando suas características e seus valores históricos e arquitetônicos.
Na lista do inventário constam 20 imóveis do Espírito Santo, incluindo o edifício-sede. O prédio é classificado arquitetonicamente como cubista, sendo incluído nas listas de imóveis tombados, atualizadas em 2023, e de imóveis históricos estratégicos para a preservação, atualizadas em 2024 – ano de publicação do documento.
São esses imóveis estratégicos os escolhidos pelos Correios para ações de preservação. E essa escolha, por sinal, foi orientada por conta do bom estado de preservação dos prédios no ano do levantamento, pela melhor representatividade estética e histórica alcançada pela construção, bem como por questões estratégicas que indicaram a continuidade de seu uso nas atividades da estatal.
O edifício-sede, que está localizado na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro de Vitória, há oito décadas, é o único do Espírito Santo nessa lista que reúne 70 imóveis espalhados pelo país.
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