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Concessão

Leilão da BR-262 é novamente adiado, agora para fevereiro de 2022

A concessão da rodovia abrange mais de 670 quilômetros de pistas na principal ligação entre Minas Gerais – inclusive a região do Vale do Aço – e o Espírito Santo

Publicado em 09 de Dezembro de 2021 às 11:11

Redação de A Gazeta

Publicado em 

09 dez 2021 às 11:11
O leilão de concessão da BR 262 voltou a ser adiado e agora deve ser realizado em fevereiro de 2022. A informação foi divulgada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na manhã desta quinta-feira (9),  e no Comunicado Relevante publicado pela Comissão de Outorga no Diário Oficial da União (DOU).
O leilão estava inicialmente previsto para acontecer em 25 de novembro, foi adiado para 20 de dezembro e, agora, novamente adiado para fevereiro, sem data definida.
A concessão abrange mais de 670 quilômetros de pistas, com a previsão de duplicação de 402 quilômetros e outros 360 de faixas adicionais e vias marginais, 40 passarelas e o contorno de Manhuaçu (MG). O objetivo é mitigar os gargalos na principal ligação entre Minas Gerais – inclusive a região do Vale do Aço – e o Espírito Santo. 
Interdição no Km 22 da BR 262, em Viana
BR-262: leilão está previsto para fevereiro de 2022 Crédito: Fernando Madeira
O leilão compreende o trecho da BR-381/MG, com início em Belo Horizonte/MG, no entroncamento com a BR-262/MG (para Sabará) até o entroncamento com a BR-116/MG (Governador Valadares/MG); e o trecho da BR-262/MG, entre o entroncamento com a BR-381/MG (João Monlevade/MG) até a Divisa MG/ES; e no trecho da BR-262/ES, entre a divisa ES/MG, até o entroncamento com a BR-101/ES (Viana/ES).
O edital foi publicado no início de setembro, entretanto, segundo a ANTT, serão necessários ajustes finais no documento, decorrentes de recentes diretrizes do Ministério da Infraestrutura para garantia de maior concorrência nos certames rodoviários. Entre elas, a adoção de mecanismo regulatório para mitigação de risco de variação do preço de insumos rodoviários. A data específica do leilão será divulgada em breve, após essas modificações.
Estão previstos investimentos da ordem de R$ 7,37 bilhões ao longos dos 30 anos de contrato, prorrogáveis por mais cinco.
“Muitos setores produtivos da região serão beneficiados, como a pecuária, agricultura, mineração e os polos industriais e comerciais. Além disso, por atravessar Minas Gerais e o Vale do Aço (importante região composta por siderúrgicas indutoras de desenvolvimento econômico e geração de emprego), também otimizará o escoamento de produtos para o setor automobilístico”, reforçou a ANTT em comunicado oficial. A estimativa é de que a concessão gere 109.777 empregos, entre diretos e indiretos.

CONCESSÃO

O projeto consiste na concessão de 686,10 km (que passará a 670,64 km a partir das intervenções previstas no contrato), bem como na exploração da infraestrutura e da prestação de serviço público de recuperação, operação, manutenção, monitoração, conservação e implantação de melhorias. O contrato terá duração de 30 anos, prorrogável por mais 5 anos.

LEILÃO

A licitação será realizada na modalidade de concorrência (leilão), com participação internacional, a partir do novo critério de modelo híbrido, devendo a proponente apresentar o valor da tarifa básica de pedágio (deságio limitado a 15,57%) e maior outorga como critério de desempate, o qual poderá ser alterado em razão da realização da etapa de lances, se houver.
O valor da tarifa de pedágio ofertada deverá observar o patamar máximo de R$ 0,12477/km para trechos homogêneos de pista simples e R$ 0,17468/km para trechos homogêneos de pista dupla, na data-base de abril de 2019.
Outra inovação será o desconto de usuário frequente, que tem como objetivo minimizar as tarifas para os usuários que realizarem deslocamentos localizados entre municípios próximos. O edital também vai prever o desconto básico de tarifa de 5% para usuários que selecionarem pelo pagamento automático identificado pelo TAG eletrônico acoplado ao veículo.
*Com informações da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)
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